De origem indígena, Luan Kawiná Barros, 19, morou até os 9 anos de idade junto de seu povo, os carajás, em São Felix do Araguaia, na divisa com os estados de Tocantins e Goiás. Para estudar e ter uma colocação no mercado de trabalho, ele e a família já se mudaram para Cuiabá e São Vicente. Atualmente, ele estuda em Campo Novo do Parecis, longe da família, para conseguir freqüentar as aulas do curso de engenharia agronômica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Eu sempre estudei em escola técnica, em São Vicente e também em Cuiabá. Escolhi esse curso por que sei que é uma profissão de muito futuro em Mato Grosso, disse. Um pouco mais novo, Fabiano Gonçalves Scirmer, 15, também sonha com uma profissão voltada para a realidade econômica de Mato Grosso. Ele decidiu pelo curso de Técnico em Agropecuária, por afinidade. Desde pequeno é acostumado a ajudar os pais na lida do pequeno sítio que a família tem em Diamantino, distante cerca de 320 quilômetros de onde Fabiano estuda. Por conta disso, ele mora em regime de internato no campus do centro federal. É bom porque você cria responsabilidades, mas a gente fica meio preocupado mesmo é com a falta de estrutura, disse.