CIDADES
Quarta-feira, 01 de Julho de 2015, 21h:18
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CUIABÁ
Número de moradores de rua aumenta
De janeiro a junho deste ano, a Secretaria de Assistência Social de Cuiabá já atendeu 510 pessoas em situação de rua e migrantes. O número se refere a todas as pessoas que receberam o atendimento dos Centros Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e foram encaminhadas para os albergues e unidades de acolhimento. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social, José Rodrigues Rocha Júnior, o número identifica apenas as pessoas que aceitaram o atendimento, já que as abordagens realizadas pelo Serviço Especializado em Abordagem Social foram superiores ao número de atendidos. No ano de 2013, tivemos pouco mais de 800 atendimentos. Em 2014, esse número foi de 960 e, agora, nos primeiros meses, já chegamos a 510. O número é muito maior, pois estes foram o que entraram e saíram dos nossos albergues. Ou seja, está havendo um crescimento da população de rua. Se ela tem aumentado, precisamos chamar a atenção para este fenômeno, tentar entender as causas que levam as pessoas a chegar a essa situação, aponta. Uma das causas que levam a situação de rua, segundo o secretário, é a desestruturação da família, visto que para uma pessoa ir viver em situação de rua é porque já rompeu o vínculo com seus familiares. Quando eles vão às ruas, eles já estão desiludidos, depressivos, já não acreditam em si mesmos, disse. O secretário lembra ainda que o problema de situação de rua não atinge somente pessoas com menor poder aquisitivo, como possa aparentar, e foi intensificado em decorrência do advento da Copa do Mundo, do processo migratório e desemprego. Atualmente, a secretaria oferece o Serviço Especializado em Abordagem Social vinculado aos CREAS, no qual os profissionais vão às praças, viadutos e logradouros públicos realizando a abordagem e convencimento das pessoas em situação de rua para receber atendimento. Caso aceitem, as pessoas levadas para o CREAS recebem atendimento psicológico e de saúde e são encaminhadas para os albergues do Porto, Manoel Miraglia. Nos albergues, os abrigados recebem quatro refeições ao dia, têm assistência médica quando necessária e são atendidos por um assistente social. Embora a secretaria atue em busca de retirar as pessoas da rua, o recolhimento compulsório dessas pessoas não ocorre em Cuiabá e, por isso, não há mecanismos para impedir que eles abandonem as unidades abrigamento e voltem às ruas. (Com Assessoria/Secom-Cbá)