Como a mulher brasileira tem apresentado maior inserção no mercado de trabalho, decorrente de maior escolaridade da população feminina, a estrutura familiar também sofreu alterações no processo, como por exemplo, a redução do número de filhos. É o que explicou o coordenador de pesquisas da família e professor de sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso, André Lacerda. Com a saída da mulher da vida doméstica, ela passa a investir menos na criação dos filhos. Atualmente, muitas famílias não têm nenhuma criança. E isso não é só no Brasil, é algo que vem acontecendo no mundo todo, esclareceu o professor. Segundo ele, a condição socioeconômica da família também influência na quantidade de filhos. Uma mulher que tem uma qualidade de vida mais alta e a oportunidade de se dedicar ao estudo, provavelmente vai ter uma carreira e ter filhos mais tarde. Ou talvez nem ter filhos. (SM)