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CIDADES
Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010, 21h:07

RONDONÓPOLIS

MP revela alerta de 7 meses sobre creche

Local sofreu desabamento de uma caixa d’água de mil litros do teto da sala durante período de aulas. Precariedade já havia sido relatada

KAROLINE GARCIA LUSTOZA E ANELIZE MORENO
Da Reportagem/Rondonópolis
A Promotoria de Justiça em Rondonópolis, por meio da Vara Especializada da Infância e Juventude, revelou que a prefeitura estava ciente das condições precárias que a Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Jéssica Adriana Lima Ferreira, no bairro Jardim Atlântico, há pelo menos sete meses. No local, na quarta-feira, uma caixa d’água de dois mil litros desabou dentro de uma sala de aula. O fato, que ganhou repercussão nacional, deixou o Ministério Público ainda mais preocupado, já que desde março os pedidos de regularização e adoção de medidas que visam à segurança das crianças e funcionários do local vinham sendo solicitadas à Secretaria Municipal de Educação, conforme informou ao Diário o promotor de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda. “Acredito que a secretária de Educação não tenha informado ao prefeito Zé Carlos do Pátio, já que ele afirmou à imprensa que pediria uma perícia na unidade. Isso nós temos pedido desde março. As fiscalizações já foram feitas inclusive pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros”. A investigação do Ministério Público teve início após denúncias feitas pela Comissão de Pais e Crianças em Idade Escolar em Ensino Infantil do bairro Jardim Atlântico em março deste ano. À época, uma sindicância foi instaurada para averiguar as denúncias. O documento dá conta, por exemplo, de que as “turmas estão alojadas em espaço inadequado e fora dos padrões exigidos por lei” e ainda de matrículas que foram realizadas mesmo sem espaço físico para abrigar os alunos da Educação Infantil, o que os deixou fora da sala de aula. “Somente no dia em que as aulas deveriam ter começado os pais das crianças foram comunicados de que os alunos não tinham onde estudar”, traz trecho do documento assinado por pais. “A locação de um imóvel próximo à Umei teria sido feita, no entanto, a própria diretora explicou que o salão alugado era inadequado, e, ainda teria que ser dividido em duas salas, o que ocasionaria superlotação”. A secretária municipal de Educação, Marilda Rufino, foi procurada para falar sobre as notificações feitas pelo Ministério Público por conta das denúncias, mas não atendeu aos telefonemas da reportagem. Indicada para falar sobre o assunto, a gerente do Departamento de Infraestrutura Escolar, Railda Nunes, afirmou que em nenhuma das notificações que chegou até a secretaria houve qualquer relato a respeito das caixas d’água das escolas. Na tarde de ontem três engenheiros da Secretaria de Infraestrutura estiveram no local para verificar as condições da sala onde houve a queda. Conforme um deles, ao todo estão espalhadas no teto oito caixas d’água e a queda pode estar relacionada com o madeiramento que serve de suporte.

Edição EDIÇÃO 16959




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