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Terça-feira, 30 de Junho de 2015, 20h:56

TRANSPORTE

MP investiga tráfego na Imigrantes

A condição do tráfego na Rodovia dos Imigrantes, em Mato Grosso, está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF). O inquérito civil instaurado pela procuradora Mirian do Rozário Moreira Lima vai fiscalizar ainda a atuação da concessionária Rota do Oeste e da Agência Nacional de Regulamentação de Transporte Terrestre (ANTT). Conforme a portaria do órgão, haveria problemas relacionados à quantidade do fluxo de veículos na localidade. Estima-se que mais de 10 mil carretas passem pela extensão de 28 km todos os dias, só entre Cuiabá e Várzea Grande. O Diário entrou em contato com a Rota do Oeste, e foi informado de que a concessionária foi notificada na última segunda-feira (29) sobre o procedimento instaurado. Foi explicado ainda que, desde que assumiu a concessão, em março de 2014, a empresa realizou a restauração do pavimento e a sinalização existente ao longo da rodovia. Segundo a Rota, o inquérito foi instaurado devido a uma denúncia feita em fevereiro do ano passado pelo Sindicato dos Caminhoneiros, que relatava a situação crítica em que a rodovia se encontrava, colocando em risco a vida dos motoristas e causando prejuízos. Entretanto, após passar pelo Ministério Público Estadual (MPE), e outros órgãos – como o MPF – só foi instaurado o procedimento neste ano, após um ano e cinco meses da denúncia recebida. No entanto, desde que assumiu a concessão da rodovia federal, a Rota do Oeste explicou que desenvolveu diversos trabalhos para melhorar as condições das vias, tanto é que essas ações serão elencadas e apresentadas ao MPF. “O trecho foi priorizado devido ao tráfego intenso de veículos de carga e a falta de manutenção anterior que causaram a deterioração completa do trecho, permitindo que este fosse percorrido em até seis horas”, lembrou a nota da empresa. Em dezembro do ano passado, as obras realizadas pela empresa deram mais velocidade ao trânsito. No decorrer do mês passado, diversas intervenções foram realizadas na rodovia, bem como uma operação de restauração do pavimento. “Em 30 minutos é possível ir de um extremo ao outro, respeitando o limite de velocidade”. Além disso, foi apontada a existência de três quebra-molas na via, radares eletrônicos e uma lombada eletrônica para controlar a velocidade nos perímetros de trânsito intenso. “A Rota do Oeste vai compilar todas as informações, bem como imagens e material jornalístico, e encaminhar, em um prazo de 20 dias, ao Ministério Público Federal”, diz a nota. (YR)

Edição EDIÇÃO 16965




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