O Ministério Público (MP) apresentou ao Tribunal de Justiça do Estado parecer contrário à prisão domiciliar do empresário Julio Uemura, preso durante a Operação Gafanhoto, junto com outras oito pessoas. O empresário do ramo de hortifrutigranjeiros obteve uma liminar favorável no dia 9, logo após a operação ter sido deflagrada. No parecer do MP, o procurador Waldemar Rodrigues dos Santos Junior diz que dentre as enfermidades apontadas pelo laudo médico apresentado pela defesa de Uemura, com intuito de garantir a prisão domiciliar, estão diabetes e hipertensão sistêmica, doenças plenamente tratáveis dentro do sistema prisional, com o devido acompanhamento médico e nutricional da equipe de saúde do sistema prisional, independente da Unidade Prisional que o empresário esteja custodiado. Outra situação relatada pelo procurador em seu parecer é que Uemura, ao entrar no anexo da Polinter, estava em posse dos remédios que tomava regularmente e que em momento algum solicitou à equipe médica a realização de uma perícia ou laudo médico. Além disso, diz o procurador, 12 reeducandos custodiados na Penitenciária Central do Estado possuem as mesmas enfermidades. Porém, são todos tratados pelo sistema prisional. O advogado de Uemura, Ricardo Monteiro, disse ontem à reportagem que não tinha conhecimento sobre o parecer, e que aguardaria a decisão da Justiça.