CIDADES
Quarta-feira, 01 de Julho de 2015, 21h:20
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MATO GROSSO
Movimento dos Sem Terra perde a força
Demanda atual do MST é bem menor que a registrada há 10 anos e, com menos militantes em seus acampamentos, as invasões têm diminuído
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Atualmente, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) diz contar com 1.500 famílias acampadas em Mato Grosso. A demanda atual do MST é bem menor que a registrada há 10 anos e, com menos militantes em seus acampamentos, as invasões têm diminuído constantemente, em todo Estado. Em 2005, as lideranças do movimento estadual contabilizam que mais de três mil famílias encontravam-se acampadas em todo o Estado, conforme matéria publicada na edição do Diário do dia 27 de setembro de 2005, intitulada "MST ocupa sede do Incra no Estado". Mas, desde anos anteriores, os sem-terra já protestavam contra o fato de nenhuma família ter sido assentada desde o início do governo do ex-presidente Lula. Em 2003, por exemplo, apenas durante o chamado Abril Vermelho, o MST realizou ao menos 10 ocupações, no Estado. Neste ano, uma das ações realizadas ocorreu com a interdição trechos das BRs 163 e 070 e da MT-358, em abril passado, mês de luta para os militantes do movimento devido ao massacre de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado do Carajás (PA). Coordenador do MST, José Vieira rebate a redução do número de acampados e afirma que o MST ainda é o mesmo de antes. O movimento tem muita luta. É o que mais luta em todo país. A questão é que o agronegócio está muito forte no momento, com apoio político muito grande, afirma. Conforme Vieira, há 12 anos nenhuma família do MST é assentada em Mato Grosso. As 1.500 famílias estão distribuídas em acampamentos, localizados em municípios como União do Sul, Cáceres, Itaúba, Tangará da Serra, Tangará da Serra e Alto Paraguai. É neste último município que fica o mais novo, denominado de Padre Ezequiel Ramim e tem apenas 70 dias. A maioria das (antigas) famílias continua. Não mudou, afiançou. O MST promete intensas mobilizações para o próximo mês de agosto. Estamos organizando mobilizações, em nível nacional. As ações vão começar em agosto e Mato Grosso vai participar, informou. No Estado, o movimento conta com cinco mil famílias assentadas.