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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 22 de Maio de 2010, 14h:27

CARREIRAS

Mobilizações por PCCS são incessantes

Em atividades públicas e privadas, trabalhadores ‘brigam’ para institucionalização dos planos de cargos e, assim, garantia de promoções

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Por todo país, trabalhadores dos mais diversos setores públicos e privados lutam incansavelmente por reestruturação ou implantação de um plano de cargo, carreira e salários ou vencimentos, os chamados PCCS ou PCCV. No setor público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, é onde mais acontece grandes mobilizações. É o caso de servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá. Ano passado, médicos da rede pública da Capital paralisaram as atividades para reivindicar a elaboração de um PCCV para a categoria. Em novembro do ano passado, após 70 dias de greve, foi firmado um acordo entre a prefeitura e a categoria. Porém, no início deste mês, o Sindicato dos Médicos (Sindimed) denunciou que o prometido não estaria sendo cumprido por parte do Executivo municipal. Segundo o Sindimed, a prefeitura não implantou o PCCV. Além disso, o pagamento da insalubridade não estaria sendo feito conforme acordado, além das horas extras e prêmios. À época, o acordo foi homologado no Tribunal de Justiça (TJ). Depois, foi a vez, dos cirurgiões-dentistas, que há mais de 100 dias cobram o envio do PCCV da classe à Câmara de Vereadores para aprovação. As redes municipais de Educação também iniciaram o ano de 2010 reivindicando a implantação de PCCS. Em Várzea Grande, o ano letivo na rede de ensino começou com crise entre os trabalhadores da Educação e a prefeitura. A categoria cruzou os braços por tempo indeterminado pela implantação do plano e recomposição salarial. Por lá, a promessa era de que os estudos para implantação do PCCS fiquem pronto até junho para ser encaminhado à Câmara de Vereadores para aprovação do Projeto de Lei. Em nível estadual também houve mobilização de servidores da área instrumental do governo e da Saúde (SES), que cobraram a reformulação dos seus respectivos PCCS. O superintendente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MT), Valdiney Arruda, vê a implantação de PCCS ou PCCV como um instrumento de gestão. “Todo gerenciamento, seja público ou privado, deve ter como base a premissa de instituir um plano de cargo e carreira de seus funcionários. Qualquer empresa organizada possui um PCCS”, frisou. Mas, para ser reconhecido como um instrumento de gestão precisa estar associado a ações de preparação, de gerência e de remuneração de recursos humanos diante da realidade organizacional. Arruda reforçou ainda que a implantação de PCCS não só oferece aos servidores maiores oportunidades de crescimento profissional e salarial como contribui para a melhor gestão da empresa. “Melhora a interlocução, seja no ambiente público ou privado e representa maior clareza das funções e do trabalho a ser realizado”, comentou. Os planos têm como premissa orientar a organização dos trabalhadores em estrutura de carreira e salários, levando-se em conta os requisitos de valorização e alocação profissional, além de valorizar os funcionários por meio da equidade de oportunidades de desenvolvimento profissional e incentivar ações permanentes de qualificação dos servidores.

Edição EDIÇÃO 16960




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