CIDADES
Sábado, 24 de Outubro de 2009, 01h:35
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EXECUÇÃO
Militar do Gaeco é preso preventivamente
Soldado Jurandyr Arruda teve o mandado expedido pela Justiça por estar coagindo a testemunha que o apontou como autor de um assassinato
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O soldado PM Jurandyr dos Santos Arruda, lotado no Grupo de Ação Contra o Crime Organizado (Gaeco), foi preso ontem à tarde, após ter a prisão preventiva decretada pela juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Maria Aparecida Ferreira Fago. O militar foi indiciado no assassinato do jovem Leandro Mendes de Almeida, de 22 anos, executado com um tiro de pistola na madrugada do dia 1º de outubro, em frente a sua casa, no bairro Pedregal. Ele estava tomando cerveja, sentado à mesa em companhia dessa testemunha, que se fingiu de morta para não ser executada como queima de arquivo. Em seu despacho, a magistrada argumenta ser necessária a prisão do militar, pois estava havendo coação de testemunha. O militar foi reconhecido por essa testemunha, horas após o assassinato. A pessoa está sob proteção da Justiça. Jurandyr, que já foi segurança de um procurador da república em Mato Grosso e de um ex-governador, foi preso em sua casa, no residencial Pascoal Moreira Cabral, no Jardim Industriário. A delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), chefiando uma equipe de policiais civis, cumpriu o mandado de busca e apreensão na casa. A polícia ainda esperou a chegada do militar para prendê-lo. O trabalho da delegada foi acompanhado por integrantes da Corregedoria Geral da Polícia Militar e do promotor criminal Vinícius Gayhiva. Os policiais da DHPP esclareceram o homicídio em tempo recorde. O militar morava no bairro e é proprietário de um Pegeout preto. A partir dessa informação, os policiais localizaram seu paradeiro. A próxima etapa foi então chamar a testemunha para fazer o reconhecimento. Na noite, após o crime, o PM se apresentou na delegacia acompanhado de outros dois PMs também do Gaeco. Num primeiro reconhecimento, a testemunha vacilou e não o reconheceu, mas numa acareação, não teve dúvidas de que o soldado do Gaeco foi o autor do assassinato. A vítima alegou que ficou com medo no primeiro momento, mas, depois, acabou fazendo o reconhecimento. Foi um momento difícil, ficar frente a frente. E só não morri naquele momento (dos tiros) porque fingi de morto. Foi difícil. Então, ele (o militar) entrou no carro e saiu em alta velocidade, declarou aos policiais a testemunha que estava muito nervosa durante o depoimento na delegacia. O militar negou a autoria e apresentou sua pistola ponto 40mm. O tiro que matou Leandro, no entanto, saiu de uma pistola 380mm. Policiais que participam da investigação apreenderam duas cápsulas desse calibre no local. Jurandyr foi encaminhado ontem mesmo para o Cadeião de Santo Antônio de Leverger onde funciona um presídio militar.