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CIDADES
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010, 20h:07

AEROPORTO

Mesmo sem greve, voos atrasam

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
O cancelamento da greve nacional de aeronautas e aeroviários impediu que se instalasse o caos nos aeroportos brasileiros, mas não evitou a continuidade de atrasos e cancelamentos que já vinham ocorrendo nos dias anteriores. Exemplo disso era o Marechal Rondon, em Várzea Grande. De seus 42 voos programados, o terminal teve dez atrasados (menos que no dia anterior) e um cancelado, mas o clima no local era tranqüilo e, pelo menos à tarde, quase não havia filas para check-in. Anteontem, com o anúncio da greve nacional pelos sindicatos de aeronautas e aeroviários, o temor era de que o Marechal Rondon fosse prejudicado pela distribuição de voos em aeroportos como os de São Paulo e o de Brasília. Além disso, já estavam ocorrendo atrasos nesses principais terminais com reflexos em Mato Grosso, mas ainda nada que alterasse o ambiente do aeroporto de Várzea Grande. Ontem, os atrasos no Marechal Rondon consistiam em praticamente 23,8% do total de voos domésticos operados, de acordo com o monitoramento da Infraero. Nos painéis de informação, a maioria dos voos estava estimada para aterrissagem e decolagem dentro dos horários estipulados. No dia anterior, foram registrados pelo menos 14 voos atrasados, 28% dos 50 programados até então. Na tarde de ontem, o índice de atrasos nos aeroportos do país todo era de 36%. Do total de 1825 voos domésticos programados, 657 atrasaram e 85 (4,7%) foram cancelados até as 17h (última atualização realizada pela Infraero antes do fechamento desta edição). Agora, com o cancelamento provisório da greve de aeronautas e aeroviários, a expectativa é de que a operação de vôos no Marechal Rondon se encaminhe para a normalidade, sendo afetadas tão somente por eventuais atrasos gerados pela alta demanda nos principais aeroportos do país. GREVE - A greve outrora anunciada para começar na manhã de ontem foi suspensa por uma assembléia do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Houve pontos de paralisação, mas não um cruzar de braços geral em todo o país, de forma que não haverá prejuízos aos passageiros nas férias. Mas a possibilidade de greve volta a ser analisada em janeiro pelos sindicalistas, que também estão atendendo a uma decisão judicial. Na noite de quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que, de ontem até 2 de janeiro, tanto aeroviários quanto aeronautas mantenham pelo menos 80% de seus efetivos operando em todo o país (leia mais na página A7).

Edição EDIÇÃO 16960




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