Medida pode ser positiva na reintegração do adolescente
O promotor da Infância e Juventude, José Antônio Borges, pontua que a visita íntima pode ser positiva para a reintegração do menor se bem planejada. Essa precocidade é fato, ela existe em toda a sociedade. Ao lidar com o assunto, leva-se em conta não só o contato físico, mas o envolvimento emocional do menor que receberá alguém que é importante na vida dele, diz Borges. Para ele, dois pontos indispensáveis para a concessão do benefício são a autorização dos pais e a observação de uma idade mínima. Existem meninos e meninas internados que já são pais. O limite de idade teria que ser estabelecido em 16 anos, até mesmo por que até os 14 anos, configura violência presumida, avalia. A presidente da Comissão de Direitos da Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rosarinha Bastos, diz acreditar ser possível uma orientação sexual saudável dentro da unidade de internação. É uma possibilidade para que esse adolescente desenvolva uma vida sexual diferente da que vinha tendo aqui fora, fala. Contudo, ela frisa que seriam necessários cuidados básicos para fazer valer o novo modelo. Seria preciso uma avaliação para saber se o menor está pronto para isso, com a anuência dos pais e entrevistas psicossociais com o casal. Existem casos de sucesso no Brasil, como por exemplo, na Paraíba e no Rio Grande do Sul, cita. (KR)