CIDADES
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:07
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CONVÊNIOS DE SAÚDE
Médicos não atendem clientes da Unidas
ALECY ALVES
Da Reportagem
Hoje, em protesto contra os baixos valores pagos pelas consultas, os médicos mato-grossenses deixam de atender segurados de 12 planos de saúde administrados pelo grupo Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde). Integram a relação aqueles que pagam para ter atendimento por planos como Cassi (de funcionários do Banco do Brasil), Assefaz (Secretaria Estadual de Fazenda), Afemat (também da Fazenda), Embratel, Fassincra (do Incra), Petrobrás, Eletronorte, Caixa Econômica Federal, Sam-Bemat, Goop, Conab (Companhia de Abastecimento) e Correios. A manifestação será simultânea em diversos estados brasileiros, exceto no Mato Grosso do Sul e em Pernambuco onde, segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM), Dalva Alves das Neves. Os médicos passam o dia nos hospitais onde mantêm consultórios, mas atendem somente os casos de urgência e emergência, conforme a escala de plantão das unidades. Eles querem R$ 80 por consulta. Atualmente, conforme Dalva Neves, o valor varia entre R$ 38 e R$ 47, pagos depois de 60 ou até 90 dias da prestação do serviço. Se atendermos um paciente hoje (ontem), só vamos receber em novembro, assinalou. Apesar do protesto dirigido à Unidas, Dalva Neves disse que a reclamação é extensiva aos demais planos de Saúde, incluindo a Unimed, apesar de ser a operadora que melhor remunera (entre R$ 52 e R$ 62,50) por consulta e paga regularmente, metade no dia 5 e os outros 50% no dia 18 do mês seguinte à prestação do serviço. Essa mobilização seria um aviso, de que não vão atender nenhum plano de saúde que pagar menos de R$ 60 por consulta a partir de 1º de outubro.