Médico que fotografou cena do ataque não se desanima com fato
Pai e filho estavam acampados sozinhos, dentro da mata, às margens do rio. O comandante do barco hotel Ié Ié, Romildo Romão, chegou a ir ao acampamento e avisar aos pescadores sobre a presença de onças nas imediações. Eles disseram que sabiam e que as onças já estavam acostumadas com a presença de pescadores. O barco viajava com turistas. Um deles, o médico Renato Moussallen, de Cuiabá, chegou ao acampamento ao amanhecer e fotografou a barraca destruída e as marcas de sangue. O ataque aconteceu por volta das 19 horas e chegamos ao local às 6 da manhã, conta. É a primeira viagem que eu faço turismo no rio Paraguai. Farei outras, caso surja a oportunidade, já que para um barco-hotel é necessário um grupo para fechar o pacote, acrescenta. O local é fascinante. A tragédia não mudou o ritmo da nossa viagem. O turista não entra na mata nem fica exposto a um ataque da onça. Fica sediado no barco-hotel, com incursões em lanchas pilotadas por experientes piloteiros da região. O ocorrido não deve se transformar em pânico coletivo, considera. (CND)