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CIDADES
Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014, 20h:57

AVENIDA DO CPA

Mais 120 dias fechado

O viaduto da Sefaz, que integra o pacote de obras do VLT, ficará interditado por quatro meses para serviços de reestruturação

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
O viaduto da Sefaz continuará interditado por pelo menos quatro meses para a correção de falhas estruturais. A medida foi anunciada ontem, em comunicado distribuído à imprensa pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. Segundo o comunicado, o trabalho de monitoramento iniciado há 15 dias, quando houve a interdição total do tráfego, indicou a necessidade de uma "reestruturação". "Durante este período, de aproximadamente 120 dias, o viaduto continuará interditado", diz a nota, em um trecho. Orçado em R$ 18 milhões, o viaduto da Sefaz integra o pacote de obras de implantação do VLT. Batizado em homenagem ao empresário Jamil Boutros Nadaf, foi inaugurado em fevereiro passado. A possibilidade de falhas estruturais foi cogitada em julho, após uma vistoria de rotina que detectou o surgimento de fissuras nas juntas de dilatação do viaduto. Na nota divulgada ontem, o consórcio não especificou as causas do problema e disse que os detalhes da "reestruturação" só serão divulgados em um prazo de 12 dias. "Após esse período será possível quantificar, planejar a metodologia dos serviços necessários, e estabelecer o prazo para execução dos serviços decorrentes da reestruturação." De acordo com o consórcio, a intervenção não será paga pelo contribuinte. "Os custos da intervenção serão integralmente suportados pelo Consórcio, sem qualquer ônus ao Governo de Mato Grosso, uma vez que o viaduto está dentro do prazo de garantia contratual." GRAVES Reportagem publicada ontem pelo DIÁRIO revelou que uma vistoria técnica feita no viaduto a pedido do Ministério Público Estadual encontrou uma série de “inadequações”. A conclusão da promotoria é que a situação era “grave” e “preocupante”. "Problemas de cura do concreto, uso de materiais não previstos no projeto, a substituição do pavimento, que era de CBUQ e passou a ser de cimento, por exemplo. São várias situações que descrevem um cenário muito mais grave do que o que circulou na imprensa", disse o promotor Clóvis de Almeida Junior. O relatório da vistoria foi encaminhado na última sexta-feira (15) à Secopa e ao Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande com um pedido de explicações. O prazo para resposta é de dez dias. De acordo com o promotor, está prevista uma reunião com representantes do CREA-MT para discutir o caso. A Secopa foi procurada para comentar a situação do viaduto, mas limitou-se a reproduzir, em sua página na internet, o comunicado do consórcio.

Edição EDIÇÃO 16968




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