CIDADES
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009, 21h:00
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TANGARÁ DA SERRA
Mãe é suspeita de matar as filhas e, depois, se suicidar
STEFFANIE SCHMIDT
Especial para o Diário
Mãe e duas filhas foram encontradas mortas na própria residência, na manhã de ontem, em Tangará da Serra (a 239 quilômetros a médio-norte de Cuiabá). A Polícia Civil suspeita que as crianças tenham sido asfixiadas pela própria mãe, que teria suicidado logo depois. Isabelly Pereira dos Santos, de 2 anos, e Tainá Pereira dos Santos, de 10, foram encontradas sobre uma cama com sacos plásticos de lixo encobrindo a cabeça. Já o corpo de Sueli Pereira dos Reis, 43 anos, a mãe das meninas, foi encontrado nos fundos da residência, enforcado. "Tudo leva a crer que tenha sido suicídio, mas ainda estamos sob investigação, não temos nada confirmado. Trabalhamos com a hipótese de que a mãe tenha asfixiado as crianças e cometido suicídio em seguida, afirmou o delegado responsável pelo caso, Marcio Morena Vera. Ele afirmou ainda que vai aguardar o resultado da perícia e do boletim de ocorrência para prosseguir nas investigações. Policiais militares que atenderam o fato afirmaram que o crime criou um clima de comoção de choque na cidade. Sueli era funcionária da Associação Comercial de Tangará da Serra e foi procurada por um parente em seu local de trabalho. Como não a localizou, ele seguiu para a residência da família, onde encontrou os três corpos e acionou a polícia, por volta das 8h de ontem. Os três foram encaminhados ao Instituto Médico Legal da cidade e retirados pela família por volta das 13h. A polícia não sabe se o crime foi cometido na noite anterior ou na manhã de ontem. De acordo com depoimento de parentes, colhidos no Centro Integrado de Segurança (Cisc) de Tangará da Serra, Sueli teria discutido com o marido na noite anterior. O motivo seria a separação do casal, que constantemente discutia. Pessoas próximas a Sueli relataram aos policiais que o marido dela havia abandonado a família há poucos dias. O delegado responsável afirmou que pretende ouvir o marido de Sueli, além de amigos e parentes da vítima, para esclarecer o caso. Ele explicou ainda que a família é de classe média e residia em bairro próximo à delegacia.