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CIDADES
Segunda-feira, 13 de Julho de 2015, 20h:06

JUSTIÇA

Lei que protege policiais é aprovada

Foi sancionada a lei que torna crime hediondo o assassinato de policiais (militares, civis e federais), bombeiros e membros das Forças Armadas

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Sancionada na última sexta-feira (10), a lei que torna crime hediondo o assassinato e a lesão corporal de policiais (militares, civis e federais), bombeiros e membros das Forças Armadas exercendo suas funções, foi aplaudida por membros das corporações e também pela população. Em Mato Grosso, no ano passado, quatro policiais morreram em serviço, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Aos dados enviados ao Diário, observa-se que o maior número de mortes é contra policiais militares, três foram mortos em serviço e 11 fora dele. Já contra os policiais civis, um foi morto em serviço e dois fora dele. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva, a categoria recebeu a aprovação da lei como uma vitória. “Entendíamos que isso já deveria ter acontecido”, disse ao Diário. Segundo ele, as forças policiais representam o Estado e, quando acontece um crime dessa natureza, é como se os bandidos estivessem desafiando a autoridade. “Essa lei contribuiu para passar mais respeito pela imagem do policial, a gente trabalha para garantir a segurança e desempenhamos um papel importante na sociedade”, explicou. “A categoria foi ficando vulnerável, no interior principalmente. Tendo conhecimento disso, a ousadia do crime organizado não se sente intimidada com a precariedade que nos rodeia e acaba colocando em risco a segurança do próprio policial. Logo, uma lei como essa é bem vinda diante da fragilidade que vinha sendo o sistema”. A lei prevê que, para crimes hediondos, será cumprido o regime fechado, ou seja, passando 24 horas dentro da cadeia. Já os casos de lesão corporal são incluídos casos que comprovam a incapacidade permanente de trabalho, enfermidade incurável, perda ou inutilização do membro, sentido ou função e deformidade permanente. Nas ruas, a opinião se divide. “Sem desmerecer esses profissionais, mas e quando uma trabalhadora está indo em direção ao trabalho e é morta? É homicídio, latrocínio, seja o que for, o bandido é condenado e cumpre metade da pena só”, lembrou Maria de Fátima, 37 anos. Para ela, seria mais sensato se a lei abraçasse casos de homicídio e latrocínio contra qualquer membro da sociedade civil. “A gente corre o risco todos os dias, não sabemos o que vai acontecer dentro dessas 24 horas, posso morrer e o bandido sair com penas alternativas”. Marcelo Cabral, 33 anos, discorda de Maria. Para ele, a lei é uma forma de fazer com que os criminosos reflitam sobre as ações, bem como valorizar o profissional. “Eles estão em risco 24 horas, especialmente os que atuam diretamente com o combate de organizações criminosas, logo, uma lei que permite protegê-los, é justa e legitima”.

Edição EDIÇÃO 16965




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