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CIDADES
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:08

DANO AMBIENTAL

Laboratório doado para compensar

DANIELLY TONIN
Da Reportagem/Rondonópolis
Em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado (MPE), a empresa Sulina Comércio de Óleos Vegetais, de Rondonópolis, deve entregar hoje, a partir das 17 horas, o Laboratório de Análises Hídricas e Ecologia Aplicada, construído no campus local da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A construção do laboratório é uma forma de compensação pelos danos ambientais causados pela empresa em 2007, quando chegou a ser embargada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). A empresa foi multada e embargada por causa de um derramamento de óleo no córrego Queixada, que ocasionou grande mortandade de peixes, principalmente alevinos, além de danos ao solo e vegetação na região. Na ocasião o Ibama também multou a empresa por operar sem licenciamento ambiental. O óleo chegou até o córrego depois de vazar das lagoas de decantação da empresa e atingiu um local considerado “lagoa berçário”, onde os peixes vão para se reproduzir. Os fiscais do Ibama chegaram até o local do vazamento de óleo no córrego após dois dias da ocorrência do acidente, depois de receber denúncias anônimas de moradores da região que haviam encontrado um grande número de peixes mortos. A empresa, que operava sem licença, não havia informado ao órgão ambiental sobre o vazamento. De acordo com a promotora de justiça Joana Maria Bortoni Ninis, como a referida empresa foi autuada por várias infrações ambientais, comprometeu-se a viabilizar a construção do laboratório de análise hídrica. O acordo foi firmado perante o Ministério Público com a participação da UFMT em abril de 2010 e é uma forma de compensação civil pelos danos causados.

Edição EDIÇÃO 16964




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