CIDADES
Terça-feira, 30 de Junho de 2015, 20h:58
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MEIO AMBIENTE
Laboratório da Sema recebe recurso
O laboratório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) recebeu investimentos de R$ 600 mil da Agência Nacional de Águas (ANA), a partir da aquisição de equipamentos, veículos, barcos e motores. A proposta é dar início à operação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água, do programa Qualiágua, que prevê mais R$ 1,6 milhão em recursos para Mato Grosso ampliar o número de redes de estações de 82 para 150, nos próximos cinco anos. O contrato de metas da Sema com a ANA será oficializado em agosto, mas as ações práticas de modernização do trabalho já se iniciaram e visam analisar os índices de poluição nos rios mato-grossenses. Conforme o gerente de Laboratório e Ensaios, o químico e mestre em Recursos Hídricos Sérgio Figueiredo, a partir das melhorias no monitoramento, o Governo do Estado terá informações detalhadas sobre a qualidade e o volume de água dos principais rios, o que subsidiará o planejamento hídrico para os diversos setores da economia e também de abastecimento público. Vai ser possível acompanhar o impacto da ocupação humana nos municípios, ou seja, de que modo o aumento populacional e os empreendimentos estão influenciando a qualidade da nossa água? Quais rios ainda estão com boa qualidade e em que trechos? Quais estão mais assoreados?. Atualmente o Brasil só tem 1.340 redes de monitoramento em todo país, que já emitiram 63.293 registros sobre a qualidade da água. A maioria das estações fica nos estados da região sudeste. Nove estados não têm rede, o que equivale a 50% do território nacional sem informações. Entre os estados da Amazônia Legal, por exemplo, apenas Mato Grosso e Tocantins possuem o serviço implantado. Para reverter esse quadro, a ANA lançou o programa Qualiágua que pretende montar e equipar os laboratórios, ampliar a cobertura e ainda pagar aos estados pelas publicações dos relatórios das análises à comunidade a partir de parâmetros uniformes. Hoje, cada estado analisa a partir dos próprios critérios impedindo que se tenham índices nacionais. Como comparação, alguns países da Europa, como a Inglaterra, possuem sete mil pontos de monitoramento para uma área de 130,3 mil km², o que equivale a um índice de densidade de 53,2 pontos para cada 1.000 km², enquanto no Brasil a variação está entre menos de 0,1 a mais de 1 ponto por 1.000 km². Mato Grosso se encaixa no índice 0,07, um dos mais baixos, com menos 1 um ponto para essa mesma área. Mas esse quadro pretende ser revertido. (Com Assessoria/Sema-MT)