CIDADES
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012, 21h:21
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DECISÃO
Júri popular inocenta comerciante
Laura Nabuco
Da Reportagem
Acusado de ser o mandante do assassinato de três de seus seis filhos, o comerciante Silas Caetano de Farias foi absolvido em julgamento popular e liberado da prisão domiciliar que cumpria. O processo que foi a júri ontem é referente à morte de Marcelo Dias dos Santos. Ele foi executado em 2004 quando estava em frente ao lava-jato do qual era proprietário, no bairro Araés, em Cuiabá. Santos levou seis tiros disparados por um pistoleiro que não foi identificado. Atingido no tórax, ele chegou a pedir socorro a sua esposa que estava no interior do estabelecimento, mas foi alvejado na cabeça pelo matador. Conforme os autos do processo, Farias era acusado de ter mandado executar o filho por desconfiar que ele havia planejado um assalto para roubar R$ 20 mil provenientes da venda de um automóvel. Após o episódio, Santos se tornou alvo de ameaças de morte que supostamente partiam do comerciante. Durante o julgamento, o júri não reconheceu a existência de provas contundentes do envolvimento de Farias no crime. A sentença foi assinada pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira. As suspeitas sobre o crime recaíram sobre o comerciante, depois de ele ser acusado de tentar assassinar outro filho, em 2009. Jassan Thiago Rosa Jorge também foi vítima de um atentado em que levou sete tiros. Em depoimento, ainda internado no pronto-socorro da Capital, ele acusou o pai de ser o mandante do assassinato de Santos, homicídio que teria motivado a morte Jorge Luiz Pufal, em 2005, e Érico, em 2006. Ambos filhos de Farias, eles teriam sido executados por saberem das supostas práticas ilícitas do pai, inclusive, a encomenda da morte de Santos. Pufal chegou a deixar uma declaração registrada em cartório afirmando que se algo lhe acontecesse o culpado seria Farias. À época, Jassan ainda afirmou que o pai também havia encomendado a morte de seu sócio, Agnaldo de Oliveira Prado, assassinado em 2009. O policial militar Valdecy Ribeiro de Ataides foi preso em flagrante, na ocasião, sob acusação de participar do atentado contra Jassan e ainda ameaçá-lo dentro do hospital. Apesar da absolvição, Farias ainda vai responder aos processos referentes às demais três mortes de que é acusado e à tentativa de homicídio contra Jassan.