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CIDADES
Terça-feira, 08 de Março de 2022, 15h:40

OPERAÇÃO RENEGADOS

Juíza mantém prisão de policiais civis acusados de extorsão

Alvos de operação, eles respondem por organização criminosa, roubo, tráfico e outros crimes

Da Redação
TJMT
A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de revogação da prisão

Quatro policiais civis acusados de formação de quadrilha, com a prática de extorsão, tiveram negados pedidos de soltura.

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de revogação da prisão.

Eles são alvos de uma ação penal proveniente da Operação Renegados. 

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Os pedidos foram feiros pelos policiais civis Alan Cantuário Rodrigues e Edilson Antônio da Silva, o ex-policial civil Evanir Silva Costa e o "olheiro" Genivaldo de Souza Machado. 

A decisão foi publicada nesta terça-feira (8). 

A Operação Renegados, deflagrada em maio do ano passado, desarticulou um grupo acusado de praticar ao menos 12 fatos delituosos em Cuiabá e Várzea Grande.   

O grupo de 25 pessoas inclui 12 investigadores da Polícia Civil (um aposentado e dois demitidos), três policiais militares (um da ativa, um demitido e outro da reserva) e mais 10 pessoas. 

“Indefiro os pedidos de revogação de prisão preventiva, bem como os pedidos de substituição  da prisão  preventiva, por prisão domiciliar,formulados pelas defesas dos acusados, Alan Cantuário Rodrigues, Edilson Antônio da Silva, Evanir Silva Costa e Genivaldo  de Souza Machado”, diz despacho publicado no andamento processual. 

Na mesma decisão, a magistrada autorizou que a acusada Natalia Regina Assis da Silva, que cumpre prisão domiciliar, a se deslocar da sua residência até as  escolas municipais Tereza Benguela e Ministro Marcos Freire, de segunda à sexta-­feira para levar e buscar os filhos. 

RENEGADOS - De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o grupo é suspeito de extorquir ladrões e traficantes usando informações repassadas por “olheiros remunerados” em bairros de Cuiabá. 

Eles arregimentavam os olheiros – geralmente jovens criminosos - pagando-lhes uma quantia periódica. Em troca, estas pessoas avisavam os policiais sobre a chegada de carregamento de drogas ou a presença de carros roubados em algum imóvel do bairro. 

Com a informação, ainda conforme a denúncia, os policiais davam o flagrante nas quadrilhas e exigiam dinheiro, joias e até droga para não apreender o produto ilícito nem prender os bandidos. 

Conforme a denúncia, a quadrilha utilizava de técnicas de investigação com o uso de equipamentos da Polícia Civil para facilitar e encobrir as ações criminosas do grupo. 

Eles respondem pelos crimes de constituição de organização criminosa, concussão, roubo, tráfico, porte ilegal de arma de fogo e embaraço à investigação. O processo está em segredo de Justiça.  

No final do ano passado, a juíza Ana Cristina Mendes realizou as audiências de instrução e julgamento do processo. No total, mais de 100 pessoas foram ouvidas.  

O processo, agora, caminha para as alegações finais e sentença.

Com informações do MidiaNews


Edição EDIÇÃO 16965




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