CIDADES
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:47
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ARCANJO
Juíza de VG julga embargo do bicheiro como improcedente
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A juíza da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Maria Erotides Kneip Macedo, julgou improcedente ontem à tarde o recurso de embargo declaratório solicitado pelo advogado do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, no processo envolvendo o assassinato de três rapazes em Várzea Grande. Em seu despacho, a magistrada não vê nenhuma nulidade na produção de provas. A juíza, então, mantém a pronúncia (obrigatoriedade de ir a júri popular) e vai notificar a defesa de João Arcanjo. Ainda cabe recurso. O advogado têm um prazo de cinco dias para entrar com recurso em sentido estrito (direito a recurso) junto ao Tribunal de Justiça. Conforme a pronúncia, o bicheiro será julgado por homicídio qualificado com motivo torpe), pelos assassinatos do jovens Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges e Mauro Celso Ventura de Moraes, ocorrido em maio de 2001, no bairro São Matheus. Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Arcanjo é acusado de ter contratado os serviços de pistolagem dos ex-policiais militares Célio Alves e Hércules Araújo Agostinho e o cobrador João Leite, todos também denunciados no caso, para executar os três rapazes, que teriam supostamente assaltado uma banca de jogo do bicho do Comendador nas proximidades da avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá. A intenção do bicheiro seria fazer com que a morte dos três servisse de exemplo para outros que pretendessem roubar alguma de suas bancas. Arcanjo ainda é acusado de ocultação de cadáver, já que foram feitas covas rasas no bairro São Matheus para abrigar os corpos das vítimas, e formação de quadrilha qualificada, em virtude dos serviços de pistolagem, acordados no valor de R$ 15 mil, segundo a denúncia do Ministério Público. O crime contra os três rapazes, conforme consta nos autos, teria sido encomendado por Arcanjo ao sargento José Jesus de Freitas, conhecido como Sargento Jesus. Este, por sua vez, encaminhou a encomenda ao ex-soldado Célio Alves, responsável por reunir os demais acusados Hércules e João Leite. A versão dos fatos em que se baseia a denúncia do MPE partiu de dois depoimentos do ex-cabo Hércules, hoje preso no Pascoal Ramos, que delatou Arcanjo como mandante dos assassinatos. Porém, em juízo, o pistoleiro, réu confesso em diversos outros processos em que o bicheiro é denunciado por mando, mudou a versão. Além de decidir pela pronúncia do bicheiro, a magistrada de Várzea Grande também manteve a prisão preventiva do réu, por ele ter se mantido foragido da Justiça, o que retardou a instrução do processo. Policiais rodoviários federais prenderam ontem Nivelton Silva Gomes de Oliveira, de 30 anos, que recebeu uma encomenda de 12,5 quilos de cocaína distribuídos em garrafas plásticas de refrigerantes. A droga veio de Cáceres (cidade localizada a 230 quilômetros da Capital) numa van despachada por traficantes daquela cidade. A prisão ocorreu, por volta das 13 horas, numa casa do bairro Santa Cruz, em Cuiabá. A prisão ocorreu após os policiais de plantão no Trevo do Lagarto receberem uma denúncia sobre a chegada do carregamento da droga. Os policiais seguiram a droga, mas esperaram a encomenda chegar ao destinatário para prende-lo. Os policiais passaram a seguir a Van que parou no bairro Santa Cruz. Nivelton não estava entre os passageiros já estava na empresa esperando a encomenda. Assim que recebeu a caixa, foi autuado em fragrante por tráfico de drogas. De lá, os policiais o levaram para a Superintendência da Polícia Federal no centro da Capital. Os policiais não informaram se Nivelton possui antecedente. Para os policiais rodoviários, a apreensão da droga aponta uma mudança de estratégia por parte dos traficantes que estão trocando o acondicionamento dos tabletes em partes do veículo pelo despacho da droga através de transportadoras. A criatividade vai além, pois a droga não vem em tabletes, mas em garrafas pet. Esse tipo de embalagem é usado para esconder a droga em tanque de combustível, explicou um agente federal. Ele acrescentou que é comum colocar drogas em garrafas plásticas e jogar no tanque de combustível. As garrafas ficam nadando no combustível até a chega do destino. Embora a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não tenha um número preciso, somente neste ano foram dezenas de quilos de cocaína apreendidos sendo transportados em garrafas pet.