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CIDADES
Segunda-feira, 27 de Julho de 2015, 20h:06

TRANSPORTE

Isenção não baixa tarifa

As empresas de ônibus da região metropolitana de Cuiabá pagam menos pelo diesel, mas tarifas não vão baixar

ALECY ALVES
Da Reportagem
Há uma semana as empresas de transporte coletivo que operam na região metropolitana (Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger) começaram a comprar óleo diesel mais barato, com isenção do ICMS. Isso significa um desconto de 17% em relação ao valor pago pelas demais empresas e consumidores que compram o combustível no atacado. O valor cheio, ainda sem o desconto do imposto, seria de R$ 2,95. Já na bomba o preço do varejo para o consumidor comum chega a R$ 3,19. Essa desoneração, prevista na lei Estadual n° 10.235/2014, aprovada em dezembro e regulamentada na semana passada por um decreto do governador Pedro Taques, seria uma tentativa de reduzir os valores da tarifa paga pelos usuários de ônibus. Havia inclusive a esperança de que a isenção pudesse ajudar a bancar o passe-livre dos estudantes nos ônibus de Cuiabá, já que hoje a prefeitura paga R$ 18 milhões anuais pelo benefício que é estendido inclusive aos estudantes da rede estadual – bem como aos de escolas e universidades federais e particulares. Entretanto, essa desoneração não deve influenciar no próximo cálculo tarifário. O presidente do Sindicato dos Transportadores Urbanos, Ricardo Caixeta, disse que o cálculo da isenção foi antecipado e teria começado a valer na tarifa que já está em vigor. Conforme ele, em janeiro deste ano, quando o novo valor da passagem foi definido, saltando de R$ 2,75 para R$ 3,10, a desoneração já constava na planilha de custos. “Estamos no prejuízo desde fevereiro, quando o novo valor começou a ser cobrando e nós ainda esperávamos pela isenção”, reclama o empresário. Segundo ele, como a lei já estava aprovada e havia a expectativa da regulamentação imediata, antes de o novo valor entrar em operação os empresários concordaram em incluir o preço do diesel isento do imposto. Não fosse isso, diz o empresário, a tarifa atual, que hoje é de R$ 3,10, seria de pelo menos R$ 3,25, assinala o presidente do sindicato das empresas. “Por causa dessa espera de cinco meses estamos contabilizando prejuízos", garante. Na planilha, informa ele, o preço do litro do combustível consta R$ 2,16, mas as empresas já pagavam R$ 2,80 o litro. “Depois ainda veio um aumento autorizado pelo governo Federal de R$ 0,15 por litro”, detalha. O decreto-lei 188/2015 condiciona a isenção a: o óleo diesel deverá ser adquirido diretamente de distribuidora nacional, no atacado; destinado exclusivamente ao abastecimento de veículo utilizado na prestação de serviço de transporte de passageiros, coletivo e urbano, municipal e intermunicipal, executada nos municípios ou entre os municípios arrolados como região metropolitana.

Edição EDIÇÃO 16964




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