CIDADES
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008, 22h:05
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XAVANTE
Índia de MT é violentada e morre no DF
Adolescente de 16 anos estava com a mãe na Casai dos arredores de Brasília para receber tratamento neurológico. Órgão genital da menina foi perfurado
Uma índia mato-grossense de 16 anos morreu na quarta-feira, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), supostamente em decorrência de um ato de violência sexual que teria sofrido na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal. A informação foi repassada à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) pela direção do hospital. A jovem era da etnia xavante e vivia na aldeia São Pedro, no município de Campinápolis (a 658 quilômetros a leste de Cuiabá). A adolescente, que sofria de problemas neurológicos, teria tido o órgão genital perfurado por objeto pontiagudo, segundo informação obtida pelo programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, junto a policiais. Em nota, a Funasa informou que o laudo com a causa da morte ainda não havia sido divulgado, mas que a direção do hospital confirmou os indícios de violência sexual. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal no fim da manhã de ontem. A xavante foi internada no HUB às 8 horas de quarta-feira apresentando dor abdominal, segundo a Funasa. A adolescente foi avaliada por uma equipe da pediatria do hospital e, em seguida, levada para o centro cirúrgico. Ela faleceu após a segunda parada cardiorrespiratória. A índia vivia, desde o dia 28 de maio, na Casai do Distrito Federal, unidade pertencente à Funasa, que fica próxima ao Gama, a cerca de 40 quilômetros de Brasília. A garota tinha lesão neurológica e, de acordo com a Funasa, não falava e se locomovia apenas por meio de uma cadeira de rodas. A índia estava em Brasília porque fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. De acordo com o órgão, a Casai mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia em que a adolescente passou mal, 56 pessoas estavam no local, entre pacientes e acompanhantes. A Funasa encaminhou pedido à Polícia Federal para que investigue a denúncia. Em abril, um surto de diarréia e vômito matou um garoto de um ano e atingiu outras 57 crianças e quatro adultos da aldeia Tiryó, no município de Óbidos, norte do Pará. Na ocasião, o administrador-executivo regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Macapá (AP), Frederico de Miranda Oliveira, disse que "a assistência à saúde indígena deixa a desejar. (Com Agência Brasil)