Os índios da etnia caiapó que viviam isolados em uma tribo no Pará e chegaram na semana passada à aldeia Capoto-Jarina, no extremo-norte de Mato Grosso, não vão sofrer influência de não-índios. A afirmação é do setor de Índios Isolados da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Brasília, que assegurou que, pelo fato deles terem encontrado parentes antigos, já estão sob a proteção desejada. Eles estão dentro da aldeia, seguros dentro delas e isolados dos brancos. Eles estavam a procura desses parentes e vão ficar restritos à aldeia, tendo em vista que vinham sofrendo perseguição de madeireiros, grileiros, comentou o jornalista e funcionário da Funai em Brasília, Mário Moura. Apenas funcionários da Fundação Nacional de Saúde poderão manter algum contato com os 87 indígenas chegaram à aldeia em 86, mas uma mulher deu a luz desde sua permanência na área -, caso aceitem receber algum tipo de vacina ou qualquer outro cuidado de saúde. Tem uma equipe da Funasa apostos, caso aceitem ser avaliados, completou Moura. O isolamento do grupo indígena, que vivia na aldeia Mentuktire de origem caiapó era inclusive de outras tribos indígenas. Conforme o servidor da Funai, eles foram reconhecidos pela mãe do cacique da Capoto-Jarina, Megaron Txucarramae, por ser mais antiga e identificar alguns índios. Eles são parentes mesmo dos caiapós. Quem os identificou foi a mãe do Megaron. A reportagem tentou o contato com o cacique, mas a comunicação com a aldeia, em Peixoto do Azevedo (691 quilômetros ao norte de Cuiabá), dá-se apenas por rádio.