Nos 39 anos do DIÁRIO Mato Grosso passou por grandes mudanças e Cuiabá se transformou de pequena cidade em importante metrópole regional. O mesmo aconteceu em relação a Mato Grosso do Sul. Nos primeiros anos do DIÁRIO não havia rodovia pavimentada de acesso a Cuiabá. Atoleiros e buracos atrasavam a chegada do papel para imprimir o jornal, mas apesar desse entrave a circulação jamais foi afetada. O asfalto somente chegou em 1973, pela BR-364, que faz a ligação com Goiânia. E pela BR-163, de Campo Grande a Rondonópolis. Na década de 1980 a pavimentação se espalhou. O Estado obteve financiamento de US$ 195 milhões do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), numa negociação do governador Frederico Campos (1979/82) com apoio do então embaixador Roberto Campos. Frederico explica que seu governo se pautou pelo binômio: regularização fundiária e rodovias. Sem o primeiro item o empresariado não investiria em Mato Grosso, e sem estradas não seria possível ocupar o vazio mato-grossense. Não adiantava asfaltar somente as estradas estaduais; era preciso interligar regiões, ainda que isso significasse obras do estado na malha rodoviária federal, explica o ex-governador. Nesse período foram implantados grandes projetos de colonização. Porém, a pavimentação rodoviária do Carga Pesada começou na gestão de seu sucessor, Júlio Campos (1983/86). Nesse período foram construídos linhões de transmissão, pequenas centrais hidrelétricas, o aproveitamento múltiplo de Manso, o gasoduto Bolívia Mato-Grosso, aeroportos regionais com pistas pavimentadas, o trecho ferroviário de Alto Araguaia a São Paulo. Criou-se a Universidade do Estado (Unemat) e a parceria público-privada ou PPP Caipira que resultou nos consórcios rodoviários do governo Blairo Maggi. A PPP Caipira possibilitou a pavimentação de 1.300 km de estradas por consórcios do governo e produtores rurais, e em alguns casos também com a participação de prefeituras. (EG)