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CIDADES
Quarta-feira, 09 de Fevereiro de 2011, 21h:12

CASOS NA SAÚDE

Governo vai anunciar medidas à região metropolitana

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
O governo do Estado anuncia hoje um plano de intervenções emergenciais como resposta para a atual crise nos serviços de saúde pública, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande. Esta semana, a situação calamitosa virou pauta de reunião em busca de soluções entre gestores da Saúde e o Ministério Público (MP), segundo o qual os trabalhos dos promotores continuam mesmo havendo medidas paralelas por parte da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Na manhã de hoje, o titular da SES, Pedro Henry, divulgará no Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG) medidas em curto, médio e longo prazo visando aliviar o sistema de saúde na região metropolitana. A intenção é aumentar o número de leitos disponíveis nos PS de Cuiabá e Várzea Grande, bem como melhorar o fluxo de pacientes e consolidar a integração dos serviços de saúde entre os municípios vizinhos e o restante do Estado. Também devem ser divulgados frutos de uma recente reunião com o Ministério da Saúde em busca de recursos para o Estado. O promotor de justiça Alexandre Guedes comentou que possivelmente algumas ações arquitetadas pelo Estado sejam resultados de diálogos anteriores entre a SES e o MP sobre o falho sistema de saúde em Mato Grosso. Embora não saiba exatamente os planos do governo e prefira esperar sua divulgação para comentá-los, Guedes afirmou que uma coisa não descarta a outra e que terá continuidade o trabalho em conjunto proposto esta semana pelo procurador-geral de justiça, Marcelo Ferra, a fim de buscar soluções sem precisar de ações judiciais. Este trabalho inclusive começa na sexta-feira, com uma reunião promovida pelo MP para discutir as medidas que deverão amenizar a situação no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) e no PSVG. A reunião foi marcada após uma discussão entre conselhos profissionais de saúde, gestores do sistema público e o MP. A intenção do Conselho Regional de Medicina (CRM) era que o MP propusesse ações civis públicas que obrigassem o Estado a tomar medidas emergenciais efetivas para a Saúde. A posição do MP se baseou em fiscalizações no sistema. Sobre o PSVG, por exemplo, destacou que “a situação havia chegado ao nível intolerável para a boa prática médica”. Porém, durante a discussão, o MP preferiu buscar soluções extra-judiciais para o dilema da Saúde, lançando mão de ações judiciais em último caso. Na reunião desta sexta-feira, as entidades deverão apresentar os principais gargalos do sistema, muitos dos quais já foram até investigados pela Promotoria de Defesa da Cidadania de Cuiabá e de Várzea Grande.

Edição EDIÇÃO 16960




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