O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, negou que o Governo estadual tenha batido o martelo quanto à construção de um túnel na região conhecida como Portão do Inferno (40 km ao Norte de Cuiabá), na MT-251, que liga a Capital e Chapada dos Guimarães.
Segundo ele, a equipe técnica da Sinfra ainda estuda as alternativas viáveis para o trecho, que apresentou desafios técnicos e ambientais, após o início das obras retaludamento, que havia sido escolhida para solucionar o entrave vivido na região desde dezembro de 2023.
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Governo decide pela construção de túnel no Portão do Inferno
O retaludamento é o processo de terraplanagem que envolve a modificação da inclinação de uma encosta natural ou artificial.
A solução definitiva, conforme afirmou o secretário, deve ser anunciada em, no máximo, 20 dias.
“Agora nós estamos procurando uma solução. E, se Deus quiser, dentro de uns 15 ou 20 dias, a gente deve estar com isso resolvido para dar continuidade”, declarou Marcelo.
Ao ser questionado sobre a construção de um túnel, respondeu: “Não sei ainda. Eu não posso dizer isso para você”.
Acontece que, na semana passada, o próprio governador Mauro Mendes (União) afirmou que o edital de licitação para construir de um túnel na região do Portão do Inferno será lançado em agosto.
MUDANÇA NO PROJETO - Inicialmente, o Governo havia decidido pelas obras de retaludamento como solução para os deslizamentos de terra na área.
Entretanto, no último dia 27, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) anunciou a nova medida, que levou em consideração pareceres técnicos emitidos pelo ICMBio e pelo Ibama.
A mudança no projeto original foi definida após a realização de sondagens geotécnicas, só possíveis com o avanço das obras.
Os estudos incluíram levantamentos topográficos com tecnologia de detecção remota e ensaios geofísicos, possibilitando uma caracterização mais precisa da rocha no local.
Ao anunciar a mudança do projeto, o Governo destacou que todas as intervenções já realizadas seriam necessárias, independentemente da solução final adotada.
O secretário Marcelo Oliveira, inclusive, rebateu críticas à execução da obra de retaludamento e negou falhas no projeto.
Ele afirmou que o Governo adotou todas as medidas técnicas e ambientais exigidas, incluindo resgates de fauna e flora e estudos arqueológicos.
“Fizemos engenharia de valor, fizemos tudo que era exigido. Só entramos na área depois da autorização, fizemos o caminho de serviço, os resgates arqueológicos, da flora e da fauna. Quando começamos a obra, apareceram alguns problemas que nos levaram a reavaliar o projeto”, explicou.




