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CIDADES
Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010, 19h:25

CENTRO DE CUIABÁ

Gasolina barata atinge trânsito

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os condutores que trafegaram ontem pela região central de Cuiabá enfrentaram tumulto e congestionamento no trânsito ontem. A lentidão foi provocada pelo intenso movimento de veículos no posto de combustível Seminário, localizado no cruzamento das avenidas Tenente Coronel Duarte (Prainha) com a Generoso Ponce. O local comercializou a gasolina ao preço de R$ 1,38 ontem. Assim como os organizadores do movimento, intitulado “Dia sem Imposto”, tiveram trabalho para organizar a fila de veículos no posto, os agentes de trânsito, os chamados “amarelinhos”, tiveram muita tarefa para controlar o fluxo de carros e motos, especialmente nos cruzamentos das principias vias centrais. “Estamos atuando para que os carros não fechem os cruzamentos e obstruam a passagem”, informou o agente de trânsito Érico Cesar de Arruda. Conforme ele, aproximadamente 15 fiscais se concentraram em pontos estratégicos da Isaac Povoas, Barão de Melgaço, Joaquim Murtinho, 13 de Junho e General Valle com a avenida Dom Aquino. “O movimento está afetando outras vias, como a Fernando Corrêa”, comentou. Na Prainha, que teve uma das faixas no sentido Porto/CPA ocupada pelos carros estacionados para abastecer, os motoristas reclamavam da lentidão no trânsito desde a região do Porto. “Está horrível. Acho que levei 40 minutos para fazer o percurso do Shopping Popular até aqui (em frente ao posto)”, afirmou Jair Nicolino da Silva, que conduzia um caminhão-baú pequeno, onde estava armazenando carne. “Se demorar muito mais, pode perder”, acrescentou. Outro que teve dificuldade para trafegar pela região central foi o motorista Jackson Souza, 38 anos. “A gente não passa dos 20 quilômetros por hora. Deveriam ter feito a promoção em outro local”, comentou. Mas o efeito poderia não ser o mesmo. “O movimento foi feito aqui no Posto Seminário para chamar a atenção das autoridades públicas e para que o consumidor saiba que poderia pagar mais barato pela gasolina se não fosse a incidência de tantos impostos. É por aqui que todo mundo passa”, comentou Bruno Borges, primeiro secretário do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo). Além da desordem no trânsito, a região ficou ainda mais barulhenta por conta do “buzinaço” das motocicletas. “Nossa intenção é atender todo mundo e não fazer tumulto”, afirmou Borges. A entrega de senhas para a compra da gasolina pelo preço de R$ 1,38 começou às 8 horas, mas a venda do combustível, só às 9 horas. Além disso, muita gente passou a noite no local para tentar abastecer 20 litros de gasolina para carros e 10 litros para motos. A venda só terminaria depois que as bombas registrarem cinco mil litros do combustível. Policiais militares, com gás lacrimogêneo, também estiveram no lugar para evitar maiores confusões.

Edição EDIÇÃO 16962




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