Fraude na Sema beneficiou 98 madeireiras do Estado
Noventa e oito madeireiras do Estado foram beneficiadas com as fraudes da quadrilha desarticulada pela Operação Pinóquio, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE). O órgão denunciou ontem 22 pessoas acusadas de promover crimes ambientais em áreas de preservação e fraudar o sistema de emissão de créditos florestais da Sema. A ação do bando embasou seis denúncias criminais do MPE. A responsabilidade das empresas será apurada por inquéritos suplementares. No período que a ação vigorou foi autorizada a exploração de mais de 100 mil metros cúbicos de madeira em tora e 51 mil de lenha. Na lista de denunciados consta a suposta mentora do esquema criminoso, Nilda Alves, e os familiares dela, Vilson Pereira da Silva, Milton Pereira da Silva e o filho, Ulisses Antônio de Carvalho Neto. O esquema consistia em pagar engenheiros florestais para elaborar projetos de exploração de madeira ou de manejo florestal para áreas que só existiam no papel, em documentos fraudados. A Sema aprovava os projetos e liberava créditos florestais no sistema, que permitiam a extração e transporte de madeira. Os criminosos então pegavam as guias florestais e as revendiam a madeireiros, que utilizavam o documento para esquentar madeiras nobres retiradas de áreas proibidas. (Com assessoria)