Uma equipe da Superintendência Regional do Trabalho acompanha os esforços pela desintrusão da terra indígena de Maraiwatséde, em Alto Boa Vista (distante 1.064 quilômetros de Cuiabá). A presença foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF). Conforme a procuradora da República Márcia Brandão Zollinger, funcionários de algumas propriedades da região relataram irregularidades em suas contratações, como ausência de vínculos empregatícios. Há indícios de falhas e isso vai ser apurado. Mas, de uma forma geral, a região Nordeste do Estado já possui um histórico de trabalho escravo. É de onde parte a maioria das denúncias que recebemos, diz o superintendente regional do trabalho, Valdinei Antônio de Arruda. Ele afirma, além de possuir um dos maiores índices de irregularidades, o Araguaia também é considerado estratégico para o aliciamento de trabalhadores que são levados para propriedades localizadas em outras regiões de Mato Grosso. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) trabalha no alojamento das famílias que tiverem perfil para receber terras do governo Federal. A previsão é que elas sejam levadas para o assentamento Santa Rita, em Ribeirão Cascalheira. (LN)