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CIDADES
Quarta-feira, 22 de Julho de 2015, 20h:37

MEIO AMBIENTE

Fazendeiros de MT sofrem com grilagem

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Cerca de 40 homens ocupam desde janeiro deste ano uma fazenda localizada em Juruena, noroeste de Mato Grosso. Os grileiros estariam promovendo a extração ilegal de madeira e demais crimes ambientais. A região, que concentra a maior área de Floresta Amazônica do Estado, têm se tornado constante alvo dos invasores. Conforme as informações, a Fazenda Amanda, que possui 3,2 hectares inseridos dentro de uma área de reserva legal, está ocupada irregularmente desde janeiro, contou a proprietária do local, Beatriz Bezeruska, 58 anos. Ela contou que a Força Nacional de Segurança realizou uma operação no local após denuncias que ela registrou junto ao Ibama, mas que, apesar de materiais como armas de fogo e motosserras terem sido apreendidos, os invasores continuam dentro da terra, devido à falta de uma decisão judicial garantindo a reintegração de posse. A situação piorou após uma série de ameaças. “Estas pessoas estão ameaçando matar o meu funcionário, estou sendo obrigada a mantê-lo fora da fazenda, assim como tratores e equipamentos. Tenho um cronograma de plantio de floresta e não estou conseguindo operacionalizá-lo”, disse. Por lá, conforme a proprietária, há dois projetos de cultivo de teca em andamento, que ocupam uma área de 881 hectares. Já o restante da fazenda é protegido como reserva legal, na qual está implantado um projeto de manejo florestal, de 1,5 mil hectares, onde estariam os grileiros. A área em questão fica próxima ao rio Juruena, sendo dividida em lotes. Na denúncia da proprietária, 53 hectares de mata já teriam sido derrubados pelos invasores, que buscam o comércio ilegal de madeira e até criação de lotes para serem ofertadas. Diante da situação, Beatriz já buscou a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado do Mesmo Ambiente (Sema). O pedido de reintegração de posse será analisado por diversos órgãos, até que um parecer seja dado. Por enquanto, a única ação da Dema será encaminhar uma equipe de policiais até o local, para checar a denúncia e realizar uma perícia na área. OUTRO CASO – Logo após a invasão da Fazenda Amanda, a Fazenda São Nicolau, em Cotriguaçu, foi invadida. Por lá, 13 trilhas clandestinas foram encontradas, mas sem nenhum responsável. A polícia acredita que seja um caso de demarcação de lotes. A fazenda em questão é sede dos Projetos Poço de Carbono Florestal e Plataforma Experimental para Gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal, que há 16 anos realiza pesquisas científicas. (Com Assessoria)

Edição EDIÇÃO 16964




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