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CIDADES
Terça-feira, 15 de Março de 2011, 22h:11

TRAGÉDIA NO JAPÃO

Famílias de Cáceres sem vítimas

CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal
Cerca de 50 brasileiros descendentes de japoneses, nisseis e sanseis, moradores de Cáceres (215 Km a oeste da Capital) vivem hoje no Japão, mas não há informação de que um deles esteja na região afetada pela tragédia. A informação é do empresário Anderson Nakamoto, nissei que morou no Japão no período entre 1990 e 94, trabalhando numa indústria de vidros e esquadrias de alumínio. No centenário de imigração da colônia japonesa no Brasil, comemorado em 2008, os descendentes realizaram várias atos festivos em Cáceres e contabilizaram que a colônia local conta com cerca de 20 famílias, entre elas Kawasaki, Nakamoto, Kawai, Kishi, Sato, Endo, Miura, Hayashida e muitas outras. Eles mantêm relações estreitas de amizade e, os que estão fora, mandam notícias constantemente, além da comunicação virtual, que facilita a obtenção das informações. “A maioria dos que estão lá mora na região central do Japão longe da costa”, informou Anderson. O pai dele, Nihei Nakamoto, hoje com 75 anos, veio do Japão com 23 anos, indo primeiro para São Paulo, onde ficou por dois anos e, depois para a região de Cáceres, onde trabalhou em uma fazenda de Curvelândia. Em Cáceres, ele se casou com uma japonesa e começou no ramo que a família exerce até hoje, uma empresa de serralheria. “Meu pai veio de Tottoriken, da província de Tottori. Quando eu fui para o Japão, morei na região de Hossaka.” Hoje, ele diz que os quatro anos fora compensaram financeiramente, mas que só voltaria a passeio. “Mesmo com traços nipônicos, somos estrangeiros, pois não falamos a língua. E, atualmente, eles estão contratando mais mão-de-obra chinesa do que descendentes. Mesmo com o clima de tranquilidade, devido aos filhos ausentes estarem seguros, a colônia local lamenta a tragédia e torce para que os brasileiros que estão no país se encontrem bem.

Edição EDIÇÃO 16960




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