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CIDADES
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008, 21h:14

CARBONIZADO

Família de vítima reage a exame de DNA solicitado

DANA CAMPOS
Da Reportagem
A família do estudante César Vinicius Ângelo do Belém, de 20 anos, morto em um acidente ocorrido na tarde de domingo, na rodovia MT-60, que dá acesso ao município de Poconé (a 104 quilômetros de Cuiabá), terá que aguardar por mais pelo menos 14 dias para velar os restos mortais do rapaz, cujo corpo foi carbonizado. Apesar dos indícios e da certeza da família de que a última vítima envolvida no acidente, e que ainda não foi identificada, é o jovem. Isso porque, peritos do Instituto Médico Legal (IML) vão enviar o material coletado para análise – fragmentos dos ossos e tecidos musculares da vítima – somente no próximo domingo. A coleta foi feita ontem e será anexada junto ao material retirado dos pais – células da mucosa bucal -, feita na segunda-feira. A partir daí, o laboratório da Universidade Federal de Alagoas, para o qual as amostras serão encaminhadas, fará o confronto dos materiais e apontará o resultado do DNA, para que, assim, seja confirmada a identidade da vítima. De acordo com o coordenador substituto do laboratório forense da Polícia Técnica (Politec) de Mato Grosso, Reginaldo Rossi do Carmo, o tempo de conclusão do DNA vai depender do êxito na qualidade do material colhido. Além do estudante, outras duas vítimas – já identificadas pelo IML – também foram mortas após a colisão entre dois veículos e a explosão de ambos, no distrito de Cangas, a cerca de sete quilômetros de Poconé. Segundo o tio do rapaz, Ivan Belém, a família está indignada com a situação. “Não nos deram outra esperança. O que eles estão fazendo é uma desumanidade”, desabafou Belém. Conforme ele, há vários indícios que apontam que os restos mortais ainda não identificados são do sobrinho. Conforme ele, um morador de Poconé localizou o chip do celular de César no local do acidente. Ele conta que, naquele dia, o rapaz tinha pego o carro do pai – uma Blazer –, e seguido o destino da casa da namorada, que mora em Poconé. Antes de chegar, o estudante fez uma parada em Cangas, onde tomou um refrigerante e deu carona a um vendedor de picolé - Joenil Lemis de Lima -, também encontrado morto no local do acidente. Conforme o tio do rapaz, o acidente ocorreu quando a condutora de um Vectra - Diva Rondon da Silva –, que também morreu no local, seguindo de Poconé a Cuiabá, invadiu a pista contrária e colidiu com a lateral do carro de César, que ao tentar desviar, bateu em uma árvore na beira da estrada. Os dois carros acabaram pegando fogo.

Edição EDIÇÃO 16966




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