O professor Paulo Roberto Santana Júnior, coordenador de projetos Educativos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), diz que há professores que manifestam preocupação sobre o tipo de música e dança que os alunos gostam, porém não nada oficial, reclamação ou reivindicação sobre essa questão. A secretaria, diz ele, orienta as escolas a não aceitar as músicas ou danças erotizadas ou que fazem apologia às drogas e violência. Mas Santana Júnior observa que há funk educativo que pode ser trabalhado com os jovens. O promotor de justiça José Antônio Borges, da Vara da Infância e Juventude, conta que recentemente a justiça proibiu o show de um mc adolescente. Por ser menor de 18 anos, o rapaz foi proibido de se apresentar. Ele fez questão de frisar que não é contra o funk, o reconhece e o respeita como cultura. Combatemos aquilo que descumpre a legislação, como a presença de adolescentes em festas com bebidas, músicas erotizadas e apologia ao crime, diz. Para Borges, se os jovens se envolvem com esse estilo musical é por que lhes falta de opções culturais. Quais os locais abertos de teatro, música e cinema que esses adolescentes podem frequentar?, questiona. (AA)