CIDADES
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011, 21h:48
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FARMÁCIA POPULAR
Falha impede acesso a remédio
ALECY ALVES
Da Reportagem
Há quase uma semana, desde quarta-feira passada, nenhum paciente consegue retirar medicamentos gratuitos da Farmácia Popular da rua Diogo Domingos Ferreira, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá. Os remédios estão nas prateleiras, mas uma falha, supostamente técnica, estaria impedindo o acesso dos funcionários da farmácia ao sistema informatizado do Ministério da Saúde para liberação dos remédios. Dona Luiza Gonçalves dos Santos, 48 anos, esteve ontem pela manhã na farmácia e saiu sem o vasopril, medicamento para controle da hipertensão arterial que ela usa continuadamente. Luiza até tentou comprar o produto a preços menores ma mesma farmácia, como fazia antes, mas com a criação do programa de gratuidade a venda tornou-se proibida. A paciente contou que na rede de farmácias populares pagava R$ 7 por uma quantia suficiente para 30 dias de tratamento. Agora, como não conseguiu o remédio gratuito, terá de gastar entre R$ 40 e R$ 60. O primeiro valor seria pago em uma farmácia de manipulação, já o segundo, comprando em uma drogaria comum. Ela disse que, por falta de dinheiro, optaria por esperar a reabertura da distribuição na farmácia gratuita. O aposentado Gumercindo Lopes da Silva, 70 anos, reclamou que essa não era a primeira vez que enfrentava dificuldades para obter medicamentos de graça ou comprado a preços menores. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, no início da tarde de ontem, que o problema verificado na distribuição é de responsabilidade do Ministério da Saúde. E que aguardam solução. No Ministério, a assessoria informou que mesmo que estivesse havendo problemas nessa farmácia, os pacientes teriam outras na cidade credenciadas pelo governo federal para atendê-los gratuitamente. No site do Ministério (WWW.saude.gov.br/aquitemfarmaciapopular), aparecem 12 drogarias privadas cuiabanas habilitadas à distribuição. A questão é que os telefones de algumas não funcionam, chamam até a ligação cair e ninguém atende, e outros estão com números incompletos, faltando dígitos. As farmácias estão identificadas pela razão social e endereços, e não pelo nome fantasia. Veja a lista: rua Poxoréo, 168, bairro Alvorada (3028-2517), avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), número 1.920, CPA III, rua 44, casa 14, avenida Isaac Póvoas, 451, CPA IV, avenida Tuiuiú, 01, quadra 53, CPA IV, avenida B, 16, quadra 05, 1ª Etapa, avenida Rubens de Mendonça 881, avenida Fernando Corrêa da Costa, 1.902, sala 01 A, rua Manaira, 151, bairro Pedregal, avenida Miguel Sutiul, 10.630, bairro Santa Rosa, avenida Espigão, 56, Tijucal, Setor II.