Preso pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (9), o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, já tem ficha criminal, sob a acusação de esquemas envolvendo o setor da Saúde Pública da capital mato-grossense.
Essa não é a primeira vez que o ex-secretário é preso suspeito de promover esquemas criminosos no âmbito da Secretaria de Saúde.
Em 2021, Rodrigues foi preso preventivamente, durante a segunda fase da Operação Curare.
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Ele foi acusado de movimentar mais de R$ 100 milhões, entre os anos de 2019 e 2021.
O suposto esquema se concentrou, especialmente no gerenciamento de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19 ,em Cuiabá.
Nesta quinta-feira, Célio Rodrigues foi o principal alvo da Operação Hypnos, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
O ex-gestor, que é acusado de integrar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 1 milhão dos cofres do município por meio da Empresa Cuiabana de Saúde, foi preso preventivamente.
Além disso, ele ainda foi alvo de busca e apreensão.
Em sua casa, a Polícia Civil encontrou aproximadamente R$ 30.962 mil em dinheiro, dentro de uma bolsa de grife.
No total, seis pessoas foram alvos da Operação.
Além do ex-secretário, outros dois servidores do Hospital Municipal de Cuiabá foram afastados de suas funções.
Trata-se de Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva e Eduardo Pereira Vasconcelos. Também estão na mira da investigação Mônica Cristina Miranda dos Santos, Maurício Miranda de Mello e João Bosco da Silva.
Na operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, dois afastamentos cautelares de exercício da função pública, um mandado de prisão preventiva, além do sequestro de R$ 1.000.080,00.
Relatórios de auditoria da Controladoria-Geral do Estado apontaram indícios de desvios de recursos públicos na ECSP e, a partir disso, foram constatadas diversas irregularidades em alguns pagamentos, na ordem de R$ 1 milhão.
Segundo a investigação da Deccor, esse dinheiro pode ter sido desviado dos cofres da saúde pública do município de Cuiabá, e teria sido direcionado de forma indevida em plena pandemia de covid-19.
As apurações apontam que, em tese, foram autorizados pagamentos sem as devidas formalidades para uma empresa que, segundo levantamentos realizados, seria composta por pessoas que não teriam condições de administrá-la, bem como não possuiria sede física no local informado em seu registro formal.
Essas evidências podem demonstrar tratar-se de uma empresa fantasma, cujos sócios administradores seriam laranjas.
Ainda, os indícios sugerem que esses pagamentos se referem à aquisição de medicamentos que não possuem, a princípio, comprovação de ingresso na farmácia da Empresa Cuiabana de Saúde Pública. Isso levanta suspeitas de que esses medicamentos, de fato, nunca teriam chegado a dar entrada no estoque da ECSP.




