NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 28 de Junho de 2014, 18h:26

AJUDA HUMANITÁRIA

Estudante de medicina da UFMT em missão na África

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Estudante de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) passará um mês na África para levar saúde e amor a crianças e jovens carentes. A jovem coletou 30 kg de remédios para distribuir na missão humanitária. A missão em Guiné-Bissau contará com um grupo formado por 30 jovens de todo país. Entre eles, a universitária do quinto ano de medicina, Juliana Evangelista Paiva, de 27 anos. No próximo dia 2 de julho, o grupo embarcará em uma viagem rumo ao continente africano. De acordo com a Juliana, a missão faz parte de um desejo de infância e também serviu de inspiração para que ela estudasse medicina. “Eu sempre quis participar de missões na África, mas nunca tive uma oportunidade antes. Por isso, se eu puder fazer diferença na vida de uma pessoa sequer, já vai ter valido cada momento”. Ela afirmou que o principal objetivo após terminar o curso é ingressar na organização internacional não-governamental Médicos sem Fronteiras (MSF), que oferece ajuda médica e humanitária a populações em situações de emergência. Porém, para entrar na organização é necessário que o médico seja formado e especializado. Por conta disso, Juliana viu na Missão Guiné-Bissau uma oportunidade de ajudar antes mesmo de formar. Ela contou que no ano passado outros conhecidos de Mato Grosso participaram da Missão e a cada seis meses, um grupo de brasileiros vai para o país levar assistência. Guiné-Bissau não foi escolhida ao acaso para ser alvo da missão. Ele é o sexto país mais pobre do mundo. Após conquistar a independência em 1974, o país vem sofrendo com frequentes perturbações políticas e repetidos choques económicos. Em Abril 2012, um golpe de estado militar inverteu as conquistas sociais e económicas que a Guiné-Bissau tinha já alcançado e mais uma vez lançou o país numa crise política e económica. Segundo Juliana, apesar dos problemas do SUS (Sistema Único de Saúde), os brasileiros conseguem receber atendimento e medicamentos, porém o país africano não conta com nenhum tipo de politica pública de saúde. Para qualquer tipo de tratamento no país, os habitantes precisam gastar altas quantias. Segundo ela, a principal doença no local é a malária, que é facilmente tratável, porém enquanto no Brasil o remédio é fornecido pelo governo ou pode ser adquirido por R$ 1,20 lá custa 10 vezes mais. Sem ter como pagar os tratamentos, a população recorre a curandeiros, contudo eles também cobram favores e bens em troca do tratamento alternativo, que não tem nenhuma garantia cientifica de funcionamento. Além de tratamentos médicos, o grupo realizará tratamentos dentários, educação e evangelismo. “As vezes é a única oportunidade que os moradores tem de ver um médico ou ouvir da palavra de Deus, por isso nossa missão é tão importante”. A missão é voluntária e tudo é bancado com doações. Sem ter como arcar com os altos custos da viagem, Juliana precisou de doações de amigos e da família. A jovem também coletou mais de 30 kg de medicamentos para levar para o país. Para realizar o trabalho, grupo ficará alojado em escolas. “Não é um passeio de férias, nós somos avisados das endemias que não foram controladas e até mesmo a água que formos utilizar tem que ser tratadas por nós mesmos, mas a missão é maior que isso”. A missão Guiné-Bissau faz parte do Núcleo de Missões & Crescimento de Igreja Adventista do Sétimo Dia (Numci), do departamento do Universidade Adventista de São Paulo (Unasp). Para saber mais é só acessar www.missaoguinebissau.org.br. Para colaborar com doações de medicamentos ou dinheiro é só enviar email para: [email protected].

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL