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CIDADES
Sábado, 14 de Janeiro de 2023, 07h:40

EM DOIS ANOS

Estado ocupa 8º lugar com maior projeção de crescimento do IDH

Considerada muito alta, taxa projetada para MT é de 0,823, em 2023 e 2024, e tem como base dados da ONU

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
José Medeiros
O índice estadual é considerado muito alto e está acima da média nacional

Com taxa de 0,823, Mato Grosso ocupa a oitava posição da lista dentre as unidades federativas com maior projeção de crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2023 e 2024.

O índice estadual é considerado muito alto e está acima da média nacional, que é de 0,808 para o mesmo período. 

A projeção, divulgada pelo Governo do Estado, tem como base o Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil (RDH-ONU), Atlas de Desenvolvimento Humano e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C).

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O relatório leva em conta os indicadores de Educação, Saúde e renda. 

Além do Estado, outras 10 unidades compõem o ranking com os maiores IDHS, uma medida de desenvolvimento de um país, que avalia não só os aspectos econômicos, mas também sociais, considerando que não é apenas a economia que mede o avanço de uma população. 

Pela ordem, aparecem o Distrito Federal (0,876); São Paulo (0,869); Minas Gerais (0,843); Santa Catarina (0,842); Paraná (0,841); Rio de Janeiro (8,831); Rio Grande do Sul (0,828), Mato Grosso (0,823); Espírito Santo (0,804); Goiás e Mato Grosso do Sul, ambos com taxa de 0,803. 

O IDH é feito anualmente e trata-se de uma média entre as três dimensões consideradas na análise: renda, Saúde e Educação.

Cada dimensão o mesmo peso no cálculo a ser realizado. Para cada uma delas, é criado um índice, que seleciona os valores mínimo e máximo, entre 0 e 1, a fim de chegar-se a uma média. 

Conforme o levantamento, todos os outros estados brasileiros têm taxa alta. E o índice projetado para o país (0,808) também é considerado muito alto.

Mas, os dados divulgados podem ser alterados após ajustes para o Censo Demográfico de 2023. E, com os devidos ajustes, a previsão é de que, até 2030, a maioria dos estados alcançaria um índice considerado muito alto. 

Ainda segundo o levantamento, o valor do IDH do Brasil em 2021 foi de 0,754, o que deixa o país na categoria de alto desenvolvimento humano, e em 87º lugar entre 191 países. 

INVESTIMENTO - Por meio da assessoria de imprensa, o Estado destacou que as áreas de Educação, Saúde e renda têm recebido investimentos significativos do Governo de Mato Grosso.

Segundo o Estado, somente no setor da Saúde, foram aplicados mais de R$ 1 bilhão, nos últimos quatro anos.

O recurso foi investido na construção de seis novos hospitais, na reforma de seis unidades hospitalares regionais e que está em andamento, e também na modernização do Hospital Metropolitana de Várzea Grande e do Hospital Estadual Santa Casa, que fica em Cuiabá.

Já na educação, os recursos destinados possibilitaram a construção de 20 novas escolas que já foram entregues, além de melhorias no sistema pedagógico de ensino, como as apostilas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), e a entrega de notebooks para professores e de chromebooks para todos os estudantes da rede estadual. 

Além disso, o governo garante que tem investido no desenvolvimento da economia do estado, com a abertura de linhas de crédito para pequenos empresários e produtores, empreendedores, entre outros, e com a reinstituição dos incentivos fiscais que garantiram mais emprego e renda à população.

"Mato Grosso é, hoje, o Estado com menor índice de desemprego de todo o país", destacou o Governo, por meio da assessoria.

Vale destacar que o IDH é utilizado como parâmetro mundial e permite comparar a qualidade de vida de cada país, identificando o seu desenvolvimento socioeconômico e orientando as possíveis medidas a serem tomadas naquilo que se encontra deficiente.

No entanto, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD Brasil), o IDH não deve ser considerado um medidor de felicidade ou o indicador do melhor lugar para viver, pois não leva em consideração todos os aspectos necessários para chegar-se a essa conclusão, como equidade, sustentabilidade, democracia, entre outros. 


Edição EDIÇÃO 16956




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