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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Domingo, 07 de Outubro de 2012, 23h:39

TRABALHADORES

Empresas organizaram revezamento

STÉFANIE MEDEIROS
Da Reportagem
Estabelecimentos que funcionam normalmente no dia de eleição elaboram diversas maneiras de conciliar seus horários comerciais com o período disponível para seus funcionários votarem, das oito da manhã até as cinco da tarde. Apesar de não fecharem as portas, o método mais comum para aqueles que trabalham em período integral é fazer um sistema de revezamento. Os policiais militares Pedro Campos, 50 anos, e Washington Rodrigues, 51 anos, contam que os plantonistas deste domingo cobrem o turno uns dos outros para que possam sair e votar. “Nossas zonas eleitorais hoje estavam muito tranqüilas, nós fomos bem rápido e já voltamos. Como policial fardado tem preferência, não dá problema não”, disse Washington. Já o frentista Gilson Melo contou que reuniões foram feitas durante a semana para definir quem os horários em que cada funcionário iria votar. “Aqui foi dividido em dois turnos para ninguém ficar sem votar”. Nos restaurantes, os gerentes contam que ou os garçons e cozinheiros vão votar antes de as atividades começarem, ou uma escala é elaborada para este fim. A gerente do restaurante Choppão, Eliane Jadres, 46 anos, conta que dividiu seus funcionários em duas turmas, uma de manhã e uma à tarde. Ela explicou que como o estabelecimento não tem hora pra fechar e não tem como o atendimento aos clientes parar, é necessário organizar um sistema onde o restaurante não fique vazio, mas que os funcionários possam ir cumprir seus deveres eleitorais. “Eu, por exemplo, fui com a turma da manhã”, disse. Já o garçom Samuel Peixoto, 25 anos, explicou que chegou alguns minutos atrasado no trabalho para poder votar. “Eu entro aqui às oito horas. Mas aproveitei e fui bem cedo votar porque nesse horário tem pouca gente. Agora eu fico tranqüilo pelo resto do dia”. Nas farmácias, o gerente Adilson Gonçalves, 37 anos, explicou que a maioria dos funcionários só entra depois do almoço, por isso tem tempo de votar antes de começar o expediente. “Eu e o pessoal que trabalha de manhã fomos votar na hora do almoço, que é até mais tranquilo”. Um pouco mais livre de escalas e sem uma organização rígida, os taxistas aproveitam os intervalos entre uma corrida e outra para ir até as urnas. Douglas Santos, 29 anos, contou que hoje faz plantão de 24 horas na companhia de taxi onde trabalha. Segundo ele, em um horário mais tranqüilo na parte da manhã deu para parar em sua zona eleitoral e votar. “Não tem escala não, cada um vota quando dá”, esclareceu.

Edição EDIÇÃO 16959




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