Pelo menos R$ 1 milhão. Este é o mínimo que os proprietários de três supermercados no município de Cáceres (224 quilômetros de Cuiabá), entre eles os irmãos Walter Alves de Matos e Wanderlei Alves de Matos, suspeitos de aplicarem um golpe em fornecedores, deixaram de arrecadar para o governo do Estado. Nesta semana, o fisco mato-grossense, com base nos artigos 444 e 445 do Regulamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (RICMS), suspendeu as inscrições estaduais abertas em nome dos proprietários. A medida visa evitar que os envolvidos no suposto esquema voltem a atuar em Mato Grosso. Somente junto aos fornecedores, calcula-se que os empresários deixaram uma dívida de R$ 500 mil. A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso está realizando cruzamento de dados já tendo confirmado a utilização de subfaturamento. Pelas apurações iniciais, o comportamento atípico dos empresários iniciou no mês de agosto de 2009. Mesmo recolhendo impostos utilizando como base de cálculo produtos subfaturados, os proprietários pararam de recolher os tributos e passaram a não mais responder aos avisos de cobrança e Termos de Apreensão e Depósito emitidos pela Sefaz. O alerta eletrônico sobre os contribuintes já foi encaminhado para todos os postos fiscais do Estado. O esquema montado pelos proprietários, além de lesar fornecedores e o Fisco, deixou para traz um saldo de funcionários com atrasos salariais e dívidas trabalhistas. Cerca de 30 pessoas trabalhavam nos supermercados e descobriram, somente no início desta semana, que foram enganadas. Os empresários fecharam as lojas no dia 30 de dezembro com a desculpa de estar realizando um balanço. De acordo com a Polícia Civil, os proprietários dos supermercados iniciaram atividades há cerca de sete meses. Nos primeiros seis meses, a atuação teria sido normal. Mas, em dezembro, eles assumiram compromissos com diversos fornecedores, fizeram compras de valores altos e pararam de receber pagamentos com cartão de crédito e cheques. (Com assessoria)