Os momentos mais tensos de ontem, segundo dia de depoimentos na 12ª Vara Criminal, ocorreram durante a presença da delegada Ana Cristina Feldner, convocada como pelo advogado Vlamir Grespan, defensor de Jorge Dourado Nery. O advogado de Jéferson Medeiros, Antônio Espósito, na tentativa de amenizar a participação de seu cliente no crime, travou um embate com a delegada que somente chegou ao final com a interferência da juíza presidente do processo, Maria Aparecida Ferreira Fago. Espósito questionou a delegada sobre as razões que a levaram a ouvir os acusados por três vezes. Isso porque no último depoimento que prestaram à polícia, Valdenor Moraes, apontou Medeiros como o principal responsável pelo espancamento. O terceiro depoimento de Valdenor, reclamou Espósito, foi uma crueldade que prejudicou todos os outros acusados. Está difícil fazer a defesa, estão tentando santificar a vítima e satanizar os acusados, protestou. Ana Cristina respondeu que é prerrogativa do delegado interrogar os suspeitos uma, duas ou 10 vezes, se considerar necessário. A delegada e o promotor João Augusto Gadelha acusaram a defesa de tentar transformar os depoimentos num reality show tumultuando a sessão. Durante o bate-boca, a juíza alertou o advogado dizendo que já o havia advertido para não pedir às testemunhas se manifestasse com conclusões pessoais. (AA)