O edital do concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso causou polêmica entre profissionais, estudantes e concurseiros, nas redes sociais. De acordo com os concurseiros, o edital não cobra diploma ou cursos técnicos para funções específicas como técnico de eletricidade ou radialismo. O caso que chamou atenção dos internautas foi para o cargo de técnico eletricista. No edital, os candidatos não precisam apresentar nenhum tipo de aptidão, experiência ou certificado de algum curso técnico na área. Sem nenhum tipo de formação, os eventuais servidores correm risco de vida e também geram riscos para as demais pessoas que frequentam a sede da assembleia. Ainda de acordo com o edital, divulgado na terça-feira (16) para o cargo de radialista é necessário apenas a entrega do diploma de ensino médio. O edital não cobra sequer uma comprovação de experiência ou registro profissional. De acordo com os internautas, como o curso de Rádio e TV é oferecido por uma universidade pública no estado, a assembleia deve exigir o diploma para a vaga. A estudante do curso de radialismo da Universidade Federal de Mato Grosso, Fernanda Sólon, afirmou que os alunos do curso se revoltaram com o edital. Ela contou que um grupo na faculdade foi criado e os estudantes levaram as divergências encontradas até a assembleia. De acordo com Keka Werneck, representante da junta administrativa do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, a categoria marcou para o próximo dia 24 uma reunião com o setor jurídico da instituição para verificar a possibilidade de entrar com uma ação pedindo a anulação ou uma ratificação do edital do concurso. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso não quis se pronunciar e informou, por meio da assessoria de comunicação, que a empresa responsável pela realização do concurso é quem está respondendo pelo mesmo. O DIÁRIO tentou entrar em contado com a empresa, mas não obteve resposta.