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CIDADES
Quarta-feira, 11 de Julho de 2012, 21h:44

GRIPE A

Drogarias de Cuiabá não tem Tamiflu

STÉFANIE MEDEIROS
Da Reportagem
Apesar de a venda do remédio usado no tratamento e combate do vírus da influenza A (H1N1), Tamiflu, ter sido facilitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ele não é encontrado em Cuiabá. A reportagem do Diário fez uma pesquisa em dez farmácias e drogarias da capital, à procura do Oseltamivir, substância ativa para o tratamento de influenzas tipo A e B, comercialmente conhecido como Tamiflu. Em nenhuma delas o medicamento foi encontrado e, de acordo com farmacêuticos e vendedores, não há procura pelo remédio, sendo que muitos deles ficaram sabendo da existência do Tamiflu quando informados pela reportagem. “A senhora é a primeira pessoa que pergunta desse remédio. Nunca vi ninguém procurar por ele não”, disse uma das vendedoras. Somente um dos dez estabelecimentos pesquisados tinha conhecimento de que o Tamiflu foi excluído da lista de substâncias com controle especial pela Anvisa. De acordo com a resolução n° 39, datada de 9 de julho, o Tamiflu está excluído da lista “C1” (que determina quais substâncias terão controle especial pela Anvisa) e agora pode ser vendido sem retenção de receita médica. Estar na lista de substâncias com controle especial, a “C1”, significa que para se adquirir um dos medicamentos listado, são necessárias duas vias da receita médica, sendo que a segunda via ficará com a farmácia, que tem um prazo de 72 horas para apresentá-la à autoridade sanitária local. O Ministério da Saúde decidiu pela liberação da venda do Tamiflu sem retenção de receita por conta do aumento dos casos de H1N1 no país. No ano passado, foram registrados 181 casos da gripe, sendo que 27 deles terminaram com o óbito do paciente. Desde o começo desse ano até o mês de junho, o número de casos aumentou para 790, com 85 mortes. No estado de Mato Grosso, já estão registradas duas mortes ocasionadas pelo vírus H1N1. A primeira foi de um bebê de seis meses de idade na capital, Cuiabá, e a outra a de um homem em Campo Verde. Apesar do grande aumento de casos em território nacional, o Ministério da Saúde descarta a possibilidade de uma epidemia.

Edição EDIÇÃO 16960




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