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CIDADES
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, 14h:42

SOLIDARIEDADE

Donativos da Cruz Vermelha chegam à família de M.F.

ALECY ALVES
Da Reportagem
A família da pequena M.F., de 3 anos, estuprada e queimada pelo padrasto Marcondes Dias de Moura, recebeu doação de alimentos e está sendo cadastrada pela Cruz Vermelha de Mato Grosso. Ontem pela manhã, atendendo um pedido da reportagem do Diário, a presidente e a conselheira da Cruz Vermelha, Ester Bezerra da Silva Santos e Nobuko Kobori, conheceram o barraco de madeira onde a menina vive com os avós paternos, uma irmã mais velha e outros 10 parentes, a maioria crianças, no município de Várzea Grande. Informadas sobre as condições precárias da moradia e carências materiais da família, Ester e Nobuko organizaram uma farta cesta de alimentos com gêneros de primeira necessidade como arroz, feijão, açúcar, óleo, farinha de trigo, fubá de milho, macarrão, sardinha em lata, além de bolacha e papel higiênico. Ester e Nobuko se sensibilizaram com a situação da família e se encantaram com a pequena M.F., que mesmo depois de passar por tamanha violência, tendo inclusive os órgãos genitais queimados por Marcondes Moura, permanece receptiva, amável e alegre. As voluntárias da Cruz Vermelha conversaram com dona Eva Benedita da Cruz Oliveira, avó paterna e responsável pela menina, levantando mais dados sobre a família. De acordo com Ester, conhecendo a realidade familiar, poderão atendê-los com outros produtos. Nos próximos dias, informou Ester, retornarão ao local levando materiais de limpeza e de higiene pessoal, assim como fraldas, roupas, calçados e brinquedos. “Os cuiabanos são solidários e generosos, graças a Deus temos doações da campanha SOS Rio com as quais podemos atender situações como essa da família de dona Eva”, contaram Ester e Nobuko. De acordo com a presidente da Cruz Vermelha, Cuiabá ajudou os desabrigados das cidades serranas do Rio de Janeiro com cerca de 100 toneladas de alimentos, água mineral, roupa, calçados e materiais de limpeza. CASO – A menina vive com os avós paternos desde o final de dezembro de 2008, quando seu avô Luiz Lima de Oliveira descobriu que ela havia sido estuprada e queimada pelo padrasto. Por causa da gravidade das lesões, M.F., que já passou por cinco cirurigas, terá de passar por pelo menos mais duas. Ainda hoje, aos 3 anos, ela usa fralda descartável permanentemente, além de uma bolsa fecal na barriga, porque a violência sexual que uniu ânus e vagina dela ainda a impede de fazer as necessidades fisiológicas. Eva Benedita contou que seu filho Evaldo Cruz Oliveira, pai de M.F., passa pouco tempo em Cuiabá por conta do trabalho. Ele é instalador de gesso e costuma passar muitos dias viajando para o interior do Estado, o que o impediria de assumir o compromisso de cuidar da filha. Por causa disso, Eva e o marido Luiz assumiram a guarda da neta. Padrasto e mãe foram condenados pelos crimes contra a menina.

Edição EDIÇÃO 16966




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