CIDADES
Sexta-feira, 20 de Março de 2009, 21h:09
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ESCOLAS DE CÁCERES
Diretores são acusados de corrupção
Clarice Navarro Diório,
da sucursal de Cáceres
Diretores de quatro escolas estaduais de Cáceres foram acusados de receber presentinhos para favorecer uma empresa que comercializa anéis de formatura. A denúncia foi feita ao Ministério Público e à Secretaria de Estado de Educação, através de sua ouvidoria. Os denunciantes, Aucir Felix Martins e João Batista de Souza, afirmam que foram impedidos de apresentar proposta de venda aos alunos nas escolas Onze de Março, Demétrio Costa Pereira, Frei Ambrósio e São Luiz. O único a vender nessas escolas é o Júnior, da Rose Jóias, afirmam, referindo-se ao comerciante Vicente Leite de Figueiredo. O Ministério Público, através do promotor de justiça Samuel Frungilo, determinou a instauração de inquérito policial para apurar os fatos, pois a denúncia caracteriza crime de corrupção. Segundo os denunciantes, eles tentam há mais de um ano efetuar vendas nas escolas, mas os diretores nos impedem de falar com os alunos. Temos informações que eles recebem brindes como relógios, jóias e DVDs, para permitirem que apenas o Júnior faça as vendas. Todos os diretores negam as acusações. O diretor da escola São Luiz, Cícero Gonçalves, afirma que Aucir Félix Martins é mentiroso e que ele não entrou na escola porque não havia agendamento. Mas o diretor confirma que a escola e os alunos já receberam brindes da Rose Jóias, o que ele vê como um procedimento comum. Os outros diretores negam o recebimento de brindes. Tanto Maria José Soares, da Escola Demétrio, como Ana Leni Prota, da Escola Onze de Março, garantem nunca terem recebido qualquer tipo de benefício. A diretora do CEOM disse que Martins visitou a escola duas vezes no ano passado. Ela disse também que os líderes das classes que mais compram anéis de formatura já receberam brindes, e que isso nunca foi feito às escondidas. A diretora da escola Demétrio afirmou que Martins foi impedido de tentar vender porque foi até lá no primeiro dia de aula do ano. Os diretores informam que os denunciantes serão processados e terão que provar em juízo tudo o que falaram. A coordenadora do Procon de Cáceres, Stela Mugarte, informa que os dois lados estão errados, por usarem métodos nada convencionais para tirar a clientela um do outro, e propõe a assinatura de um termo de ajuste de conduta entre eles, no Ministério Público. O comerciante alvo das denúncias, Vicente Leite de Figueiredo, o Júnior da Rose Jóias, admite fazer doações de brindes para escolas, mas nega qualquer tipo de acordo com os diretores. Faço as doações para ajudar os formandos, assim como faço doações a outras entidades com fins sociais - concluiu.