Decididos a mudar a história da Duda, os pais começaram a buscar informações sobre o que podiam fazer para ajudá-la. Como cidadãos de classe média baixa, as visitas ao Pronto-Socorro ficaram mais difíceis com o passar dos dias, principalmente por causa da distância do hospital da casa deles. Ao conversar com um médico do setor onde Duda estava internada, eles ouviram a idéia da busca por uma Home Care. Conseguiram o contato do Conselho Tutelar do Pedra 90 e lá foram encaminhados ao promotor da Infância e Juventude, José Antônio Borges, que rapidamente tratou de buscar o tratamento em domicílio para a menina, pago pelo Estado. Depois de muitas liminares contra e a favor, a decisão no mérito devolveu à menina o direito básico de toda criança: viver com os pais. Inicialmente, levaram-na para outro hospital e depois, para uma residência próxima à empresa responsável pelo atendimento em casa Home Care. Agora, a expectativa é que tão logo termine as obras de adequação da casa dos pais, Maria Eduarda possa morar em seu quarto e conviver diariamente com sua família. Falar da mudança de Maria Eduarda para casa emociona os pais e traz lágrimas aos seus olhos. É um sonho, eles dizem. A mãe guarda com carinho a lembrança da emoção que sentiu no dia em que acompanhou a transferência da filha. Apesar de todo o atendimento que ela recebia no Pronto Socorro, vimos que ela precisava de mudança para começar a ter avanços e conseguimos isso. Nunca deixamos de acreditar. Sempre confiamos em Deus de que conseguiríamos lutar e conseguir melhoras para nossa filha, fala Suzana. (AC)