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CIDADES
Terça-feira, 29 de Maio de 2012, 21h:07

CASO MAIANA

Desabafo de uma mãe

No dia em que adolescente faria 17 anos, mãe de Maiana fala da frieza do ex-genro, que está preso pela morte da filha

ALECY ALVES
Da Reportagem
No dia em que a filha completaria 17 anos, ontem, Suely Mariano, mãe da adolescente Maiana Mariano Vilela, fez um desabafo. Em entrevista ao Diário, Suely disse que não imaginava que o empresário Rogério da Silva Amorim, de 38 anos, pudesse ser tão frio e calculista a ponto de participar das buscas à adolescente, fixando cartazes em postes, mesmo sendo o mandante do assassinato. Aparentando preocupação com o sumiço da namorada Maiana, conforme a mãe, Rogério até sugeriu que os cartazes fossem distribuídos na localidade da Ponte de Ferro porque haveria a informação de que ela teria sido vista na região. Essa é a mesma região onde o corpo da estudante foi enterrado por Paulo Ferreira Martins, 40 anos, e Carlos Alexandre Nunes da Silva, 30, presos sob a acusação de matá-la a mando de Rogério. Suely diz que foi pensando na possibilidade de a filha ter sido seqüestrada para exploração sexual em alguma boate que aceitou a sugestão dele. Rogério também havia demonstrado preocupação com a própria Suely, se oferecendo para apanhá-la na Rodoviária no retorno do estado do Paraná, onde estava na data do desaparecimento. Suely havia viajado com o filho caçula para visitar a mãe, que sofre de mal de alzheimer, deixando Maiana sobre a responsabilidade de Rogério. Na época a adolescente vivia na casa da mãe de Rogério, com quem se relacionava há mais de um ano. Para conquistar a confiança de Suely, o empresário chegou a apresentar-lhe uma série de documentos para provar que não era casado formalmente e que não convivia mais com a mulher, Calisângela de Moraes, de 36. Além disso, revela, ele lhe fez um pedido: “quero que a senhora emancipe a Maiana para que eu possa me casar com ela”. E agora, mais recentemente, Rogério Amorim queria comprar a casa onde Suely vivia com a filha e o filho caçula, no bairro CPA 4. Emocionada, Suely disse que o pior é imaginar que Rogério ainda foi frio o suficiente para ordenar que os assassinos levassem o corpo até onde ele estava para provar que realmente a mataram como, segundo a polícia, confessou Paulo Martins. Sobre os riscos de responder criminalmente por exploração sexual da filha, Suely diz que jamais cometeu tal delito, apenas concordou com o relacionamento com Rogério porque o namorado estava fazendo bem à filha. A menina dizia que estava apaixonada e feliz, sentimento que refletia nas notas na escola. Ela assegura que nunca tirou proveito financeiro do namoro. Quanto à alegação dos assassinos de que Maiana morreu porque estaria fazendo chantagem financeira com Rogério, Suely disse que não acredita. Ela diz que a filha, que estava na casa da mãe de Rogério, esperava casar e morar em outra casa juntos, como havia prometido.

Edição EDIÇÃO 16968




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