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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 18h:29

AFOGAMENTO EM VG

Delegada espera por laudo do IML

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Defesa da Mulher de Várzea Grande, espera para esta semana o resultado da perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) na menina Júlia, de 3 anos, e na residência onde ela foi encontrada desacordada e com água nos pulmões dentro de uma piscina. Ela foi resgatada por uma outra criança, de 10 anos, enquanto a mãe, a dona da casa e o namorado desta última cochilavam após almoçar. O fato aconteceu no bairro Ouro Verde, em Várzea Grande. E levantou-se a hipótese de que a menina teria sido vítima de abuso sexual. Conforme Palhares, ainda ontem pela manhã, Júlia continuava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG). A morte encefálica, que havia sido cogitada, foi descartada pela equipe médica. A delegada informou que não colheu nenhum depoimento, reforçando que aguarda o laudo que apontará se houve realmente lesões compatíveis ao abuso sexual. A garota foi levada para atendimento na unidade hospitalar, onde surgiu a suspeita de que, além de afogamento, ela também tivesse sofrido abuso sexual por parte da equipe que a recebeu no PSVG. Júlia teve duas paradas cardíacas. Inicialmente, os médicos plantonistas e enfermeiros do PSVG apontaram a possibilidade de que a menina Júlia sofrera abusos sexuais. Depois, quando a menina foi encaminhada para a UTI, a médica do setor disse que não havia indícios ou sinais de que Júlia tivesse sido violentada sexualmente. Uma das hipóteses levantadas era de que a menina fora violentada e, depois, jogada pelo suposto criminoso na piscina a fim de simular um afogamento. Em entrevista ao Diário na sexta-feira, a mãe da menina, Jéssica da Hora Silva, 20, negou. Ela relatou que almoçou na casa da amiga e ambas cochilaram, assim como o namorado da amiga, após a refeição. Ficaram acordadas as filhas das duas. Dez minutos após ter caído no sono, Jéssica contou ter sido acordada pela filha da amiga, que havia retirado Júlia da piscina, desacordada e inchada. Ela fez uma massagem para retirar a água do corpo e chamou o Samu, que chegou em cerca de dez minutos e levou Júlia para o PSVG. O Conselho Tutelar de Várzea Grande acompanha o caso. De acordo com a conselheira Adriana Cândida Batista, foram os médicos plantonistas e enfermeiros do PSVG que primeiramente apontaram a possibilidade de que a menina Júlia sofrera abusos sexuais. Segundo eles, a criança apresentava sinais de lesões no ânus e na vagina.

Edição EDIÇÃO 16959




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