CIDADES
Quinta-feira, 06 de Março de 2008, 22h:15
A
A
VIGILANTES
Definição só na 2ª-feira
Em nova reunião entre trabalhadores e patrões, não houve acordo. Bancos reabrem agências com reforço
ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Ainda não há previsão para o fim da greve dos vigilantes e trabalhadores de empresas de segurança privada, que já entra no quinto dia. Após mais de quatro horas de reunião entre categoria e patrões no Ministério Público do Trabalho ontem, as partes não fecharam uma acordo e as negociações continuam. O Sindicato dos Trabalhadores deve entrar com um pedido de liminar nas próximas horas contra uma das empresas de segurança, que trouxe profissionais do Mato Grosso do Sul para aumentar o número de funcionários nos locais onde presta serviço. O Sindicato dos Vigilantes e Seguranças acredita que, com esta atitude, a empresa desrespeitou a liminar do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Osmair Couto, que proibiu a contratação de outros trabalhadores para ocupar as vagas daqueles que aderiram à paralisação. A liminar garantiu às empresas o direito de ter 30% de suas equipes trabalhando. As empresas de Vigilantes de Seguranças propuseram ontem um salário de R$ 550, mais R$ 25 de adicional e R$ 56 de alimentação. O valor não foi aceito pelo sindicato dos trabalhadores e uma outra reunião foi marcada para segunda-feira. Esta já é a segunda proposta recusada. Até lá, o movimento deve continuar, conforme informação do sindicato da categoria. Hoje cedo, por volta das oito horas, os vigilantes e seguranças se reunirão em assembléia para discutir a greve e a proposta feita pelos patrões. O quarto dia de greve foi marcado pela reabertura de agências do Banco do Brasil. Em algumas unidades, as filas nos caixas eletrônicos ficaram menores, mesmo no horário de maior atendimento. Em contrapartida, alguns clientes que tentaram sacar em caixas eletrônicos mais distantes do centro da cidade encontraram máquinas sem cédulas. Em alguns bancos, o saque estava contingencidado em determinadas máquinas, o que provocou longas filas de clientes em certos pontos. A assessoria de comunicação da instituição bancária informou que as agências abriram por causa do reforço no número de seguranças e de policiais militares. Conforme a assessoria, o Banco do Brasil não sabe informar como que a empresa contratada reforçou a equipe, apenas que há mais profissionais para oferecer segurança aos clientes. Na quarta-feira, a Polícia Federal autuou cinco bancos por abrir sem vigilantes, o que fere a legislação federal. A partir da notificação, as instituições terão dez dias para se defender na Delegacia de Controle de Segurança Privada da PF. Caso as defesas sejam suficientes para explicar a situação, o caso deverá ser encerrado. No contrário, poderá ser instaurado inquérito. A reportagem procurou o Sindicato das Empresas de Vigilantes e Seguranças para obter informações mais detalhadas sobre a proposta feita aos trabalhadores através de uma das secretárias da entidade, porém, ela não quis atender a ligação e só informou que a greve continuaria.