CIDADES
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009, 09h:05
A
A
SAÚDE PÚBLICA
Data para fechar o PSMC é marcada em 15 de outubro
O Pronto-socorro Municipal de Cuiabá deve ser fechado parcialmente para reforma em 49 dias, a partir do dia 15 de outubro, segundo previsão da prefeitura de Cuiabá. A estimativa é de que o número de atendimentos diários caia de 800 para cerca de 500, durante os seis meses em que as obras serão realizadas na unidade de saúde. Durante a reforma, o atendimento de média e alta complexidade será mantido. O box de emergência e o Centro de Tratamento de Queimados, referência estadual na especialidade, continuarão funcionando. Contudo, os pacientes só serão recebidos se chegarem de ambulância, em casos de emergência. O secretário de Saúde, Luiz Soares, argumenta que hoje há uma demanda muito grande na unidade formada por pessoas que apresentam pequenos problemas que deveriam ser resolvidos nas policlínicas dos bairros, o que sobrecarrega a equipe médica. Cuiabá tem seis policlínicas, duas delas, a do Verdão e a do Planalto, terão a capacidade de atendimento duplicada para comportar o atendimento de parte da população durante a reforma do Pronto-socorro. Vai ser como trocar de pneu com o carro andando, disse Wilson Santos. Apesar das profecias de que o fechamento da unidade pode causar caos e turbulência na Saúde Pública, com ênfase para as festas de final de ano e no Carnaval, o prefeito Wilson Santos afirma que o procedimento é inadiável e que foi bem planejado. A reforma custará cerca de R$ 5,5 milhões, dos quais R$ 3 milhões serão investidos em equipamentos. As obras serão realizadas por etapas por andares, para que a equipe médica possa continuar trabalhando. As readequações serão realizadas nos quatro andares da unidade. O hospital, que fica no fundo do Pronto-socorro, não está incluso na reforma, mas também deve passar por algumas intervenções, segundo o prefeito. A verba para a reforma é proveniente do Qualisus, com contrapartida de 10% do município. O prefeito frisou que os recursos da União só podem ser pleiteados para a reforma da unidade hospitalar, pois não há a possibilidade de reconstrução pelo fato de que a prefeitura não tem a escritura do terreno. A dívida do município com a família que teve o terreno desapropriado em 1975 é estimada em cerca de R$ 100 milhões, de precatórios que não foram pagos.